Google prepara recurso no Gemini para avisar pais sobre conversas de risco com menores

O Google está preparando um recurso de segurança para o Gemini que pode dar aos pais uma visibilidade inédita sobre conversas arriscadas dos filhos com o chatbot. A ideia é que a inteligência artificial dispare alertas para os responsáveis quando crianças ou adolescentes abordarem temas sensíveis com o modelo, como automutilação.
A informação foi publicada nesta sexta-feira (6) pelo TudoCelular, que antecipou que o recurso está em fase de testes. O sistema funcionaria como uma camada extra de vigilância parental dentro do próprio ecossistema do Google, sem depender de aplicativos de terceiros.
Um alerta em fase de teste
Segundo a publicação, o modelo de IA testará alertas específicos voltados a conversas sobre automutilação. Na prática, se um menor de idade fizer perguntas ou comentários que indiquem risco de autoagressão durante uma interação com o Gemini, o sistema notificaria os pais ou responsáveis cadastrados.
O que é IA generativa? Modelos de inteligência artificial capazes de criar textos, imagens e áudios a partir de comandos em linguagem natural. O Gemini é um exemplo desse tipo de tecnologia.
O Google não confirmou oficialmente o desenvolvimento do recurso nem deu detalhes sobre cronograma de lançamento. Por ora, a informação é tratada como um vazamento de uma funcionalidade que ainda pode mudar de forma, ou nem sair do papel.
Para quem já usa o ecossistema de controle parental do Google, a novidade seria um complemento direto a um ponto cego que as ferramentas atuais não alcançam: o que a IA conversa com os filhos.
Segurança de menores na mira das big techs
A movimentação do Google não acontece no vácuo. A segurança de menores em plataformas com inteligência artificial generativa virou prioridade para órgãos reguladores e para as próprias empresas, especialmente depois de relatos de adolescentes usando chatbots como confidentes em momentos de crise emocional. No fim de outubro, o tribunal europeu decidiu que o Gemini pode infringir direitos autorais ao resumir notícias, o que mostra como a regulação em volta da IA está pegando fogo em várias frentes.
Para o usuário brasileiro, ainda não há previsão de quando, ou se, o recurso chegará por aqui. Tudo depende dos testes que o Google está conduzindo e do avanço da regulamentação de IA no país. O que a movimentação indica, porém, é que a empresa enxerga a segurança de menores como um ponto sensível que precisa de resposta rápida.
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Com a pressão de pais, reguladores e da própria opinião pública, as big techs correm para tapar os buracos que a IA generativa abriu na proteção de crianças e adolescentes. O alerta do Gemini, se sair do papel, será mais uma peça nesse quebra-cabeça, e talvez a mais direta até agora.
Fonte: TudoCelular
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