Apple atinge 20% do mercado global, mas relatório alerta para desaceleração em 2027
Apple atinge 20% do mercado global de smartphones no 2º tri de 2026, mas relatório do KeyBanc alerta para riscos de desaceleração em 2027 com aumento de preços e fim de subsídios.

Imagem: Reprodução CNET
A Apple atingiu um marco histórico no mercado de smartphones: 20% de participação global no segundo trimestre de 2026. É a primeira vez que a empresa chega a esse patamar, segundo a Counterpoint Research. Mas, por trás do número comemorativo, um relatório do banco de investimentos KeyBanc acende um alerta para o futuro.
O estudo aponta que a Apple enfrenta riscos reais de desaceleração nas vendas do iPhone, especialmente por causa do aumento de preços, da redução nos subsídios das operadoras nos Estados Unidos e de uma base de usuários menos disposta a trocar de aparelho com a mesma frequência.
Participação recorde em um mercado em queda
De acordo com a Counterpoint Research, o mercado global de smartphones encolheu 11% no segundo trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025. Mesmo assim, a Apple conseguiu crescer sua fatia de 17% para 20%. Em números absolutos, um em cada cinco celulares vendidos no período foi um iPhone.
Na China, o cenário também foi positivo para a Apple. A Omdia, outra consultoria, aponta que o mercado chinês de smartphones caiu 2% no segundo trimestre, mas a Apple ficou em segundo lugar, atrás apenas da Huawei. A empresa embarcou 12,4 milhões de unidades no país, conquistando 19% de participação de mercado, um recorde histórico para um segundo trimestre.
O alerta do KeyBanc: riscos no horizonte para 2027
O relatório do KeyBanc, que rebaixou a recomendação das ações da Apple para “underweight” (abaixo da média do mercado), com preço-alvo de US$ 250, lista três riscos principais para os próximos anos.
O primeiro é a desaceleração na produção de iPhones, causada pelo aumento de preços, pela fraca atividade de upgrades nos EUA e pela mudança nos modelos de subsídio das operadoras. O segundo risco é que as expectativas para 2027 em relação a Mac, iPad e Wearables devem ser revisadas para baixo — movimento que já se reflete no adiamento do iPad Pro M6 para 2027. O terceiro é que o crescimento mais lento na venda de aparelhos reduzirá a base de usuários da Apple e pressionará o crescimento do segmento de Serviços.
“Acreditamos que o consenso de crescimento de 8% para o iPhone em 2027 é muito agressivo”, afirma o KeyBanc no relatório. O banco também projeta que a desaceleração nas vendas do iPhone fará com que o crescimento da receita de Serviços caia para uma taxa anual de 7%, bem abaixo da estimativa atual de 12%.
O fim dos subsídios generosos das operadoras
Um dos pontos centrais do alerta do KeyBanc é a redução dos subsídios das operadoras de celular nos Estados Unidos. A T-Mobile, por exemplo, já eliminou o subsídio de US$ 800 por linha para clientes existentes, um movimento que deve desestimular a troca frequente de aparelhos — tendência que também afeta o mercado de componentes, como o recente alerta da Adata sobre alta de preços de DRAM e NAND.
Com menos incentivos no mercado americano, a Apple terá que contar ainda mais com os mercados internacionais para sustentar o crescimento do iPhone. E isso se torna mais desafiador em um cenário de preços em alta.
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O recorde de participação de mercado da Apple é inegável, mas o relatório do KeyBanc sugere que o caminho à frente pode ter mais pedras do que o esperado. A combinação de preços mais altos, subsídios menores e uma base de usuários que troca de celular com menos frequência pode frear o ímpeto da maçã nos próximos anos.
Fonte: Wccftech
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