Apple cobra 3 vezes o custo em upgrade de armazenamento do iPhone 18 Pro, diz WSJ

Pagar mais caro por um iPhone com mais armazenamento sempre doeu no bolso, e a chegada do iPhone 18 Pro não está sendo diferente. Uma análise do Wall Street Journal citada pelo 9to5Mac mostra que a Apple continua aplicando uma margem agressiva sobre o custo real dos componentes de memória: quem opta pela versão com mais espaço está pagando mais de três vezes o que a empresa desembolsa para colocar os chips no aparelho.
US$ 600
Preço do upgrade de 256 GB para 1 TB no iPhone 18 Pro
Fonte: Apple / WSJ
O levantamento sai na mesma semana em que a Apple avisou investidores que o aumento no custo das memórias vai apertar as margens do trimestre de fim de ano. Mas, pelos números do WSJ, achar que a empresa está sofrendo exige um pouco de boa vontade.
Quanto custa e quanto a Apple paga no upgrade do iPhone 18 Pro
No iPhone 18 Pro, sair de 256 GB para 1 TB de armazenamento custa US$ 600 (cerca de R$ 3.296) a mais ao consumidor. O Wall Street Journal estima que o custo direto da Apple para esse mesmo salto de capacidade seja de US$ 192 (cerca de R$ 1.055). A conta é simples: a empresa cobra mais de três vezes o que gasta.
O valor final inclui lógica industrial, logística e margem, claro. Mas a diferença entre custo e preço final continua sendo um dos maiores markups da indústria de smartphones. Para efeito de comparação, os US$ 192 (cerca de R$ 1.055) (cerca de R$ 1.055) que a Apple paga hoje são mais de quatro vezes os US$ 42 (cerca de R$ 231) (cerca de R$ 231) que o upgrade custava à empresa na geração anterior, o que mostra que o preço dos chips de memória realmente subiu. Só que o consumidor está bancando boa parte dessa conta com juros.
Apple disse que margens estão apertadas, mas os números contam outra história
No relatório de resultados mais recente, a Apple afirmou que as margens estão sendo comprimidas pelo custo mais alto dos componentes. Parekh, analista citado pelo WSJ, acrescentou que a pressão sobre as margens da Apple não deve diminuir tão cedo. “Quando você tira os descontos tarifários dos trimestres de junho e setembro, tanto a margem da companhia quanto a margem dos produtos caem cerca de um ponto percentual, puxadas principalmente pelo custo maior de memória”, disse o analista, de acordo com a publicação.
O argumento da Apple é verdadeiro até certo ponto: os componentes estão mais caros. O problema é que a empresa repassa esse aumento ao consumidor com uma margem que ainda é mais que o triplo do custo. O WSJ sugere que, sim, a Apple está pagando mais pelos chips de memória, mas não a ponto de justificar um adicional de US$ 600 (cerca de R$ 3.296) num upgrade de armazenamento.
Um histórico de markups que só cresce
O padrão não é novo. No iPhone 17 Pro, lançado em 2025, o mesmo upgrade de 256 GB para 1 TB custava US$ 400 (cerca de R$ 2.197) ao consumidor. O custo estimado da Apple na época era de apenas US$ 42 (cerca de R$ 231), o que resultava numa margem de quase 1.000%. A Apple sempre cobrou caro por mais armazenamento, mas o valor absoluto só aumenta: de US$ 400 (cerca de R$ 2.197) para US$ 600 (cerca de R$ 3.296) em uma geração.
O argumento de que os SSDs da Apple são mais rápidos que os cartões de memória de terceiros usados como comparação tem alguma validade, especialmente nos Macs. Mas, mesmo considerando componentes de alta performance, a diferença entre custo e preço final no iPhone 18 Pro continua sendo difícil de engolir para quem quer mais espaço sem precisar vender um rim.
Valores em reais convertidos pela cotação de fechamento do Banco Central de 03/11/2026 (US$ 1 = R$ 5,49). Conversão direta, sem impostos nem taxas de importação.
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Fonte: 9to5Mac
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