Apple fica com metade da receita global de smartphones no 3º trimestre, diz relatório

A Apple não foi a empresa que mais vendeu celulares no terceiro trimestre de 2026, mas foi a que mais faturou. Um relatório da Counterpoint Research divulgado nesta semana mostra que a companhia registrou a maior fatia da receita global do mercado de smartphones entre julho e setembro, superando qualquer outro terceiro trimestre da história.
US$ 1.031
Preço médio recorde do iPhone no Q3 2026
Fonte: Counterpoint Research
É o maior percentual que a Apple já alcançou para um terceiro trimestre calendário, segundo a consultoria. E o feito veio acompanhado de outro recorde: o preço médio de venda (ASP, na sigla em inglês) do iPhone atingiu US$ 1.031 (cerca de R$ 5.631), uma alta de 19% na comparação com o mesmo período de 2025.
Apple domina receita, Samsung lidera em volume
No recorte de receita global, a Apple aparece com a liderança absoluta. Samsung, a segunda colocada, responde por 19% do faturamento total. O abismo é grande: Xiaomi vem em terceiro com 6%, seguida por OPPO (5%) e vivo (4%). Os números mostram como a Apple consegue extrair valor muito maior por aparelho vendido do que a concorrência.
Já no volume de embarques (unidades vendidas), a história é outra. Samsung ainda lidera, com 22% de participação global. A Apple vem logo atrás com 21%. A diferença entre as duas, no entanto, encolheu em relação ao trimestre anterior, segundo o relatório.
Recorde de preço médio impulsionado pelo iPhone 18 Pro
O preço médio de US$ 1.031 (cerca de R$ 5.631) é o mais alto já registrado pela Apple em qualquer trimestre. O salto de 19% sobre o ano anterior tem uma explicação clara: a linha iPhone 18 Pro, lançada em setembro, chegou com preços mais altos que a geração passada, e o modelo básico iPhone 18 ficou de fora da leva de lançamentos do trimestre.

Tarun Pathak, diretor de pesquisa da Counterpoint, explicou o cenário em nota: “Apple continuou sendo a marca grande mais resiliente no Q3 2026, com embarques quase estáveis ano a ano. A Apple tem poder de precificação para absorver o aumento dos custos de memória e repassá-los ao consumidor com impacto mínimo sobre a demanda”. Ele acrescentou que o crescimento do ASP foi sustentado pelos preços de lançamento mais altos da série iPhone 18 Pro, pela ausência do iPhone 18 básico na estreia e por reajustes em modelos mais antigos em setembro.
O TecStudio já havia mostrado que rumores apontavam para um preço mais salgado no iPhone 18, e os números do trimestre confirmam que a estratégia de elevar o tíquete médio continua funcionando para a Apple.
O que os números dizem sobre o mercado
Ter metade da receita com pouco mais de um quinto dos embarques mostra um mercado de smartphones cada vez mais polarizado. Enquanto a Apple pesca no segmento premium com margens altas, a concorrência briga por volume em faixas de preço mais apertadas.
Para Pathak, o desempenho da Apple no trimestre prova que a empresa consegue manter o crescimento da receita mesmo num mercado desafiador para a indústria como um todo. A pergunta que fica é se a estratégia de preços elevados vai continuar sustentando o faturamento recorde quando o iPhone 18 básico finalmente chegar às lojas.
Valores em reais convertidos pela cotação de fechamento do Banco Central de 05/11/2026 (US$ 1 = R$ 5,46). Conversão direta, sem impostos nem taxas de importação.
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Fonte: 9to5Mac
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