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Apple pede amostras de tela OLED para iMac, mas lançamento pode levar anos

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A Apple deu mais um passo rumo a um iMac com tela OLED, mas os consumidores que sonham com o visual vibrante e os pretos profundos dessa tecnologia nos desktops da Maçã precisarão ter paciência. De acordo com um novo relatório da cadeia de suprimentos, a empresa solicitou às gigantes sul-coreanas Samsung e LG o envio de amostras de painéis OLED adequados para o iMac. A informação, divulgada pelo ZDNet Korea, sugere que o projeto está em andamento, mas com um horizonte de lançamento distante.

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A notícia acende uma luz no fim do túnel para quem aguarda a modernização da linha de desktops all-in-one da Apple, que ainda utiliza painéis com retroiluminação LED. No entanto, o brilho dessa luz é fraco: as projeções mais otimistas apontam para uma espera de pelo menos quatro anos, com o produto chegando ao mercado apenas entre 2029 e 2030, segundo as fontes da publicação.

O caminho da Apple rumo ao OLED

A adoção da tecnologia OLED pela Apple tem sido gradual e estratégica. Conforme destacado no relatório, a empresa começou pelo Apple Watch, migrou para o iPhone e, mais recentemente, para o iPad. O próximo da fila deve ser o MacBook Pro, que deve passar por um grande redesign ainda em 2026. O iMac, por sua vez, sempre pareceu estar em um plano mais distante.

Um relatório de dezembro de 2025, citado na matéria original, já indicava que a Apple estava iniciando os preparativos para um iMac OLED, mas em uma fase extremamente preliminar. Na época, a empresa teria apenas solicitado informações técnicas às parceiras Samsung e LG sobre como atenderiam às suas especificações, antes mesmo de pedir uma cotação formal. O novo movimento de solicitar amostras de produção representa um avanço concreto no desenvolvimento do produto.

Os desafios técnicos por trás da demora

Por que um produto aparentemente simples como a atualização de uma tela levaria tanto tempo? A resposta está nas exigências técnicas da Apple. Segundo o ZDNet Korea, a empresa não quer qualquer painel OLED; seu alvo são os displays QD-OLED (Quantum Dot OLED).

Essa tecnologia, que dispensa o uso de um filtro de cores tradicional, resulta em telas mais brilhantes e com cores mais vivas. O problema é que os painéis QD-OLED disponíveis atualmente no mercado atingem, no máximo, uma densidade de pixels de 160 PPI (pixels por polegada). A Apple, no entanto, estaria exigindo um padrão superior, de 220 PPI, para manter a nitidez característica de seus produtos Retina.

Além disso, fabricar esses painéis em tamanhos maiores é um desafio de engenharia. Por isso, a primeira versão do iMac OLED provavelmente teria entre 24 e 27 polegadas, e não os tamanhos de 30 a 32 polegadas que alguns entusiastas esperam. A Samsung Display é apontada como a mais avançada na produção de QD-OLED e deve ser a fornecedora principal, ou até exclusiva, no momento do lançamento.

O que isso significa para o mercado e para o consumidor

Na prática, a notícia confirma que a Apple continua investindo no futuro do iMac, afastando rumores de que a linha poderia ser descontinuada. A migração para o OLED representaria um salto significativo em qualidade de imagem, com benefícios visíveis para profissionais de criação, editores de vídeo e qualquer usuário que valorize fidelidade de cor e contraste.

Para o consumidor brasileiro, a perspectiva de um lançamento tão distante significa que os atuais modelos de iMac com tela LED devem permanecer como a opção viável por um longo período. A Apple não se pronunciou oficialmente sobre o relatório, mantendo seu habitual silêncio sobre produtos futuros. Enquanto isso, a indústria acompanha a corrida tecnológica entre Samsung e LG para atender às rigorosas demandas de uma de suas clientes mais exigentes.

O movimento, portanto, é mais um indicador do rumo que a Apple pretende tomar do que um anúncio de produto iminente. A lição para quem está no mercado por um novo desktop é clara: se a tecnologia OLED é um requisito absoluto, prepare-se para uma longa espera. Caso contrário, os modelos atuais — e os prováveis lançamentos intermediários — seguem como alternativas robustas e consolidadas.

Fonte: 9to5Mac

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