iPhone Duo passa em teste de 32 mil dobras e dobradiça sai ilesa
A jornalista Joanna Stern testou a dobradiça do iPhone Duo com uma máquina que abriu e fechou o aparelho mais de 32 mil vezes.

A dobradiça é o ponto que mais tira o sono de quem pensa em comprar um dobrável. Pois o iPhone Duo passou no primeiro teste sério de fadiga: a jornalista Joanna Stern abriu e fechou o aparelho mais de 32.000 vezes, e a peça saiu inteira, mais firme, na verdade, do que quando começou.
Resumo
- A dobradiça do iPhone Duo passou em teste com mais de 32 mil dobras sem perder firmeza.
- Após o teste, a dobradiça exigia um pouco mais de força para abrir, não menos.
- O resultado vai na contramão de outros testes que mostravam fragilidade na peça.
- Apple não divulga número oficial de ciclos de dobra, ao contrário da Samsung.
- 32.000 ciclos equivalem a mais de quatro anos de uso com 20 aberturas por dia.
O teste foi feito ao longo de quatro noites com uma máquina montada sob medida. O dispositivo trabalhava a cerca de 17 dobras por minuto, oito horas por noite, mais de 8 mil ciclos a cada madrugada. O celular usou uma capa protetora o tempo todo.
O que o teste de 32 mil dobras revelou
Stern temia que a dobradiça fosse perdendo firmeza com o tempo. Para medir isso, usou um push-pull gauge, um instrumento que calcula quanta força é necessária para mover algo. O resultado foi o oposto do esperado: a dobradiça passou a exigir um pouco mais de força para abrir depois do teste do que antes.
Na prática do dia a dia, a diferença é imperceptível. “Eu realmente não consegui sentir diferença nenhuma”, escreveu Stern na review do iPhone Duo.
O resultado dá ao consumidor algo que a própria Apple não entrega. Diferente da Samsung, que publica números oficiais de ciclos de dobra para seus dobráveis, a Apple não divulga uma estimativa de vida útil da dobradiça do iPhone Duo. O MacRumors observou que a empresa não compartilhou nenhum resultado de teste interno nem um número de dobras recomendado.
O teste também contradiz, ao menos nesse quesito, o que outros laboratórios encontraram. Dias antes, o canal JerryRigEverything (mostrou que a tela principal do iPhone Duo não resistiu ao teste de dobra destrutivo), e um drop test do PhoneBuff (apontou a dobradiça como o ponto mais frágil em quedas). A diferença é que Stern testou a fadiga por repetição pura, abrir e fechar, sem impacto ou torção, e nesse recorte a dobradiça se saiu bem.
As limitações do teste e o que ainda não se sabe
Quatro noites de máquina não substituem anos de uso real. Ainda assim, 32 mil aberturas representam mais de quatro anos de uso com 20 dobras por dia, um cenário razoável para a maioria das pessoas.
32.000
Dobras suportadas pela dobradiça do iPhone Duo no teste
Fonte: Joanna Stern
O teste também teve limites claros. A máquina de Stern abria o iPhone Duo completamente, mas não o fechava por inteiro a cada ciclo, o que pode fazer diferença no desgaste real. Ela também não avaliou se o vinco da tela, a marca na dobra, ficou mais visível depois das 32 mil repetições. O vinco é uma queixa comum entre usuários de dobráveis, e, embora o do iPhone Duo seja menos aparente que o do Galaxy Z Fold 8, ele ainda está lá.
O iPhone Duo chegou às lojas na sexta-feira, 23 de outubro, pelo preço de US$ 1.999 (cerca de R$ 10.664). Este é um resultado inicial de uma revisora, não uma garantia de fábrica. Meses de uso no mundo real pelos primeiros compradores vão mostrar como a dobradiça se comporta no longo prazo.
Valores em reais convertidos pela cotação de fechamento do Banco Central de 27/10/2026 (US$ 1 = R$ 5,33). Conversão direta, sem impostos nem taxas de importação.
📲 Essa história ainda tem capítulo pela frente. Para não perder nenhum desdobramento, entra no Canal do TS no WhatsApp.
Fonte: Phandroid
Escrito por





