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Boeing perde fôlego e fica ainda mais longe da Airbus em entregas de 2026

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Robôs
Imagem: Reprodução Boeing - Robô utiliza simulador para controlar Boeing 737.

A Boeing voltou a perder terreno para a Airbus na corrida das entregas de aeronaves comerciais em 2026. Depois de dois meses de recuperação, o ritmo da fabricante americana caiu em julho, e a distância para a rival europeia aumentou.

No dia 11 de agosto de 2026, a Boeing anunciou que entregou 53 aviões a clientes em julho. Poucos dias antes, a Airbus informou que havia entregue 67 aeronaves no mesmo período. Com isso, no acumulado dos primeiros sete meses do ano, a Boeing soma 367 entregas, contra 418 da Airbus.

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Em 2025, no mesmo intervalo, a Boeing havia entregue 328 jatos. O número atual é maior, mas o crescimento não foi suficiente para encostar na concorrente.

O que aconteceu com o ritmo da Boeing

Até junho, a Boeing comemorava o melhor primeiro semestre desde 2018, com 314 aeronaves entregues. O resultado veio impulsionado por maio (60 entregas) e junho (64 entregas). Em julho, porém, o número caiu para 53, interrompendo a sequência de alta.

A fabricante americana espera voltar a patamares de 60 entregas em agosto de 2026. O desempenho do mês anterior sugere que a produção ainda enfrenta gargalos pontuais, mesmo com a linha de montagem do 787 Dreamliner operando em ritmo mais estável.

Quem levou os aviões da Boeing em julho

A AerCap foi um dos clientes que mais recebeu aeronaves: nove 737 MAX e um 787-9. A United Airlines levou três 787-9 Dreamliners. Riyadh Air e Lufthansa receberam dois 787-9 cada uma. Air India, Korean Air e a recém-criada Riyadh Air também aparecem na lista de entregas do mês.

No total, a Boeing entregou 10 Dreamliners em julho de 2026, contra 13 em junho. Apesar da queda no mês, o número sugere que os problemas de produção que afetaram o 787 nos últimos anos foram superados — um alívio semelhante ao que a indústria de semicondutores busca com a ampliação do fornecimento de V-NAND.

Pedidos novos: 38 aeronaves em julho

Além das entregas, a Boeing registrou 38 novos pedidos em julho. A maior parte veio da Feira de Farnborough, com compras da AerCap, Luxair e Uganda National Airlines. Também houve um pedido de cinco 737 MAX de um cliente não identificado e um Boeing Business Jet (BBJ) de outro comprador anônimo.

O que a distância para a Airbus significa na prática

A diferença de 51 aeronaves em sete meses não é pequena. No mercado de aviação comercial, cada entrega representa receita bilionária e ocupação de linhas de produção. A Boeing precisa manter um ritmo acima de 60 aeronaves por mês no segundo semestre para reduzir a diferença. A Airbus, por sua vez, já opera com entregas mais estáveis e uma carteira de pedidos robusta.

Para o viajante brasileiro, essa disputa tem impacto indireto. Aéreas como Latam, Gol e Azul operam frotas mistas de Boeing e Airbus. Se a Boeing perder ainda mais ritmo, pode haver atrasos na entrega de aeronaves novas para o mercado brasileiro, o que afeta planos de renovação de frota e aumento de rotas — um cenário de desaceleração que ecoa os alertas recentes sobre o mercado global de smartphones.

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A Boeing ainda não divulgou projeções oficiais para agosto. O mercado acompanha de perto se a fabricante consegue retomar o ritmo de 60 entregas mensais. A resposta deve vir no início de setembro, com a divulgação dos números de agosto.

Fonte: AeroTime

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