Microsoft aumenta taxa do Windows em até 10% e PC pode ficar 5% mais caro
Microsoft aumentou em até 10% a taxa de licença do Windows para fabricantes. Asus e Acer já anunciaram reajustes. Saiba como isso afeta o preço dos PCs no Brasil.

A Microsoft resolveu apertar o cerco nos fabricantes de PC. A empresa aumentou em 7% a 10% o valor da licença do Windows para OEMs, o que deve empurrar o preço dos computadores para cima em mais 5% neste trimestre.
Quem está montando um PC novo ou pensando em comprar um notebook já vinha sofrendo com a alta de componentes como memória, SSD e processador, tudo puxado pela demanda por IA. Em meio a essa crise de memórias, uma empresa chegou a destruir mais de 100 MacBooks com 48 GB de RAM. Agora, o golpe vem do lado do software.
O reajuste que pegou todo mundo
Segundo o United Daily News, o aumento não é o reajuste anual de sempre. Desta vez, em vez de subir na casa dos dígitos simples, a Microsoft aplicou uma correção de 7% a 10% a partir de julho. E o valor da licença varia conforme o processador: quanto mais potente o chip, mais cara a taxa.
A informação foi confirmada por um fabricante de PC ouvido pelo veículo. A maioria das marcas já repassou o custo para o consumidor, mas vinha camuflando o aumento dentro da alta geral dos componentes. Agora, com o mercado em ritmo lento e sem sinais de recuperação, o peso da licença fica mais difícil de esconder.
Asus e Acer já avisaram: vai ficar mais caro
As taiwanesas Asus e Acer já comunicaram que seus produtos vão subir de preço neste trimestre. No caso da Asus, o acumulado desde o quarto trimestre de 2025 já chega a 30%.
O cenário é paradoxal: as vendas de PC estão caindo, com os principais fabricantes registrando queda nos embarques, mas os preços continuam subindo. No curto prazo, a receita até cresce, mas a trajetória atual levanta uma dúvida incômoda: até quando o consumidor vai topar pagar mais por um computador?
O que isso significa para o Brasil
O impacto no Brasil deve ser sentido com algumas semanas de atraso, já que os fabricantes globais repassam os custos em ciclos. Computadores montados localmente com componentes importados também entram na conta, porque o Windows OEM é licenciado globalmente.
Com o dólar pressionado e a alíquota de importação sobre eletrônicos, o consumidor brasileiro pode ver um acréscimo ainda maior do que os 5% projetados para o mercado global. Marcas como Dell, Lenovo e Positivo, que dominam o varejo nacional, ainda não se manifestaram sobre o reajuste.
O que ainda está em aberto
Falta saber se a Microsoft vai aplicar o mesmo percentual para todas as versões do Windows (Home, Pro, Enterprise) e se o aumento vale também para licenças avulsas vendidas ao consumidor final. A empresa não respondeu a pedidos de esclarecimento até o fechamento desta matéria. Enquanto isso, a Microsoft tem feito movimentos controversos, como um app de clima do Windows 11 que consome até 1,6 GB de RAM e exibe anúncios.
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Com o mercado encolhendo e os custos subindo, a pergunta que fica é se o consumidor vai continuar aceitando pagar mais caro por um produto que está cada vez mais caro de fabricar e de licenciar.
Fonte: Wccftech
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