O Galaxy S26 Ultra chegou ao mercado com uma promessa ambiciosa, uma tela com modo de privacidade integrado, mas trouxe junto problemas que estão fazendo potenciais compradores repensarem a decisão. Em enquete recente, apenas 28% dos entrevistados disseram que vão comprar o aparelho independentemente dos defeitos relatados. Para o restante, as falhas na tela são motivo suficiente para esperar, desistir ou simplesmente ignorar o lançamento.
Notícias e promoções imperdíveisDiretamente no seu WhatsAppOs problemas parecem estar ligados à nova tecnologia de privacidade da tela, que usa dois tipos diferentes de pixels para escurecer o conteúdo em ângulos laterais. Na teoria, a funcionalidade impediria que pessoas ao redor vissem o que está na tela. Na prática, segundo relatos de usuários iniciais, o recurso só funciona em ângulos muito específicos, e, quando ativado no modo máximo, degrada drasticamente a qualidade da imagem.
O que está incomodando os consumidores
A enquete revelou três pontos principais de insatisfação. O primeiro, citado por quase 15% dos respondentes, é o cansaço visual: usuários relatam que a tela do S26 Ultra causa fadiga ocular após poucos minutos de uso, algo que não acontecia com o modelo anterior. O texto aparece menos nítido e a sensação geral é de que a qualidade de exibição regrediu.
Outros 8% disseram que não vão comprar o aparelho porque o modo de privacidade, principal novidade do modelo, não funciona como esperado. A tela só escurece para quem está ao lado em ângulos muito fechados, o que torna o recurso pouco útil no dia a dia. E cerca de 4% apontaram a redução na eficácia do revestimento antirreflexo, que era um dos destaques do Galaxy S25 Ultra.
Enquanto isso, 20% dos entrevistados disseram que vão esperar por análises detalhadas antes de decidir. E 24% afirmaram que nunca tiveram interesse no S26 Ultra, então os problemas não os afetam diretamente.
Samsung pode corrigir os defeitos por software?
Parte dos problemas relatados pode ter origem em ajustes de software, segundo especialistas que analisaram o aparelho. A renderização de texto, por exemplo, costuma ser algo que fabricantes ajustam após o lançamento com base no feedback de usuários. No entanto, não está claro se a Samsung conseguirá resolver questões estruturais da tela, como a tecnologia de dois tipos de pixels, sem intervenção no hardware.
A empresa ainda não se pronunciou oficialmente sobre os relatos de fadiga ocular nem sobre a possibilidade de atualizações corretivas.
Inovação com ressalvas
Apesar dos problemas, parte dos entusiastas da marca defende que o Galaxy S26 Ultra representa um avanço em termos de inovação. Desde o revestimento antirreflexo do Galaxy S24 Ultra, a Samsung não havia introduzido uma mudança significativa em suas telas. O S26 Ultra traz, além do modo de privacidade, aberturas mais largas nas câmeras traseiras para melhorar fotos e vídeos em ambientes com pouca luz.
Porém, a mesma geração que trouxe novidades também removeu funcionalidades: a caneta S Pen segue sem conectividade Bluetooth e o design icônico com bordas retas foi substituído por cantos arredondados. Para quem esperava uma evolução sem perdas, o saldo ficou misto.
A recomendação de analistas é clara: quem estiver considerando o Galaxy S26 Ultra deve testar o aparelho pessoalmente antes de comprar, especialmente para avaliar se a tela causa desconforto visual durante o uso prolongado. Afinal, como acontece com a maioria das primeiras versões de uma tecnologia, o conceito pode ser promissor, mas a execução ainda precisa de ajustes.
Fonte: Phone Arena