Se você acha que seu Galaxy está seguro só porque tem senha, prepare-se para repensar isso. O Google acaba de revelar uma série de melhorias urgentes nos recursos antifurto do Android — e o timing não é coincidência. Em 2024, a gigante lançou travas de proteção contra roubo que chegaram aos smartphones Galaxy com a atualização One UI 7.0. Agora, menos de dois ano depois, essas mesmas ferramentas estão sendo reforçadas. A mensagem nas entrelinhas? Os criminosos já encontraram brechas.
Notícias e promoções imperdíveisDiretamente no seu WhatsAppA novidade mais reveladora é o aprimoramento do Failed Authentication Lock (Bloqueio por Falha de Autenticação). Antes, o recurso travava a tela após várias tentativas erradas de desbloqueio — mas agora ganhou um toggle dedicado, dando ao usuário controle total sobre quando ativá-lo. Traduzindo: o Google percebeu que a configuração padrão não estava sendo suficiente para barrar ataques de força bruta.
Mas a mudança mais agressiva está no Screen Lock Guessing (Adivinhação de Bloqueio de Tela). O sistema agora aumenta drasticamente o tempo de bloqueio se alguém errar a senha, padrão ou PIN repetidas vezes. A jogada inteligente? Se for seu filho tentando desbloquear (e errando sempre do mesmo jeito), o Android não vai contar essas tentativas idênticas contra você. É uma resposta direta ao método usado por ladrões: testar combinações populares em sequência até acertar.
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O recurso Identity Check, introduzido no Android 15, também foi turbinado. Ele já exigia autenticação biométrica (impressão digital ou reconhecimento facial) para ações sensíveis quando o celular saía de um local confiável (sua casa, por exemplo). Agora, qualquer app ou serviço que use o Biometric Prompt do Android pode acionar essa camada extra de segurança. Na prática, significa que aplicativos de banco, carteiras digitais e até redes sociais podem exigir sua digital mesmo que você já tenha desbloqueado o aparelho — se o sistema detectar que você está numa área de risco.
E tem mais: o Remote Lock (Bloqueio Remoto) ganhou uma pergunta de segurança ou desafio opcional. Antes, bastava acessar sua conta Google de qualquer lugar para travar o celular perdido. Agora, você pode adicionar uma camada extra para garantir que só você consiga acionar o bloqueio à distância — evitando que alguém com acesso temporário à sua conta faça isso de forma maliciosa. Esse recurso funciona em qualquer Galaxy rodando Android 10 ou superior, o que inclui praticamente todos os modelos lançados desde 2019.
No Brasil, a coisa fica ainda mais séria. O Google confirmou que novos celulares Android vendidos no país terão o Remote Lock e a Detecção de Furto ativados por padrão. É uma admissão clara de que o mercado brasileiro — um dos que mais sofrem com roubo de smartphones no mundo — precisa de proteção extra desde o primeiro uso. A SamMobile, que revelou os detalhes técnicos, aponta que a medida deve entrar em vigor nas próximas semanas.
A linha do tempo importa aqui. O Google lançou as primeiras travas antifurto em 2024, integrou-as ao One UI 7.0 dos Galaxy, e agora, em 2026, já está corrigindo falhas. Isso sugere que os criminosos não perderam tempo testando vulnerabilidades — e que a corrida entre segurança e invasão nunca para. Para quem tem um Galaxy S23, S24, Z Fold ou Z Flip recente, essas atualizações devem chegar via patch de segurança nas próximas semanas. Já os modelos mais antigos (mas ainda dentro do ciclo de suporte) receberão pelo menos o Remote Lock aprimorado, já que ele roda em Android 10+.
A dica de ouro? Não espere a atualização automática. Vá em Configurações > Segurança > Proteção contra furto e ative manualmente o Failed Authentication Lock e o Identity Check assim que os toggles aparecerem no seu aparelho. E configure a pergunta de segurança do Remote Lock antes de precisar dela — porque quando o celular sumir, você vai querer agir em segundos, não em minutos.
O recado do Google é claro: a tecnologia de segurança precisa evoluir tão rápido quanto as táticas dos ladrões.