Redmi K90 Pro Max roda iOS 17 em projeto de desenvolvedor

Um celular da Redmi rodando iOS 17. Pode parecer coisa de vídeo fake, mas não é: uma equipe de desenvolvedores conseguiu portar o sistema operacional da Apple para o Redmi K90 Pro Max. O projeto ainda está longe de virar um celular do dia a dia, mas já mostra que a barreira técnica entre os dois universos está mais fina do que nunca.
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versão do iOS rodando no Redmi K90 Pro Max
Fonte: Jiang Ling Xia Cao / XiaomiTime

Quem anunciou o progresso foi o desenvolvedor Jiang Ling Xia Cao. Segundo ele, boa parte do núcleo do sistema já roda no hardware do Redmi K90 Pro Max. A ideia é liberar o código-fonte de forma aberta pelo repositório UniXNU, permitindo que outros desenvolvedores do mundo inteiro colaborem com correções e melhorias.
O que funciona (e o que ainda não) no Redmi K90 Pro Max com iOS 17
Por enquanto, o porte conseguiu ativar componentes importantes. A GPU já renderiza gráficos, o agendamento de múltiplos núcleos da CPU está operacional, a tela funciona a 120 Hz e a conectividade USB também está de pé. Para quem acompanha projetos do tipo, é um avanço considerável, rodar a interface e os gráficos do iOS num processador que não é da Apple sempre foi o maior desafio.


O lado oposto da história, porém, é longo. Vários periféricos essenciais simplesmente não funcionam. As câmeras, os botões de energia e volume, o modem de comunicação celular e os alto-falantes estão todos inoperantes. Isso significa que, no estado atual, o Redmi K90 Pro Max com iOS 17 está longe de ser usável como smartphone.
Código aberto e os próximos passos do projeto
Jiang Ling Xia Cao planeja liberar o código-fonte publicamente pelo UniXNU. Com o repositório aberto, a expectativa é que a comunidade ajude a destravar o que ainda falta. Entre as prioridades futuras estão a ativação da conectividade Wi-Fi, o controle de brilho da tela e a instalação de pacotes de aplicativos no formato IPA, o padrão da Apple.
Há também planos de montar um ambiente de servidor privado para expandir funções mais profundas do sistema, mas só se as condições permitirem. O desenvolvedor não deu prazos nem garantias sobre quando (ou se) o projeto chegará a um estágio utilizável no dia a dia.
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Por enquanto, o marco é mais técnico do que prático. Rodar iOS num hardware que não foi projetado para ele é um feito de engenharia reversa e programação de baixo nível, mas o caminho até um sistema estável e funcional ainda é enorme. Quem quiser acompanhar o desenvolvimento pode ficar de olho no repositório UniXNU quando o código for aberto.
Fonte: XiaomiTime
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