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Google vai desligar IA nas escolas a menos que diretoria ative, com um porém

Por Redação TecStudio
3 min
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Google Sheets

A Google encontrou um jeito de fazer as escolas escolherem entre inteligência artificial e busca na internet. E não tem meio-termo.

2027

Ano em que as mudanças entram em vigor

Fonte: Google

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A empresa anunciou nesta terça-feira (3) que vai desabilitar as ferramentas de IA para alunos do ensino básico (K-12) a partir do ano que vem. A mudança só não acontece se a diretoria de cada escola ativar os recursos explicitamente. O problema é que, com a integração atual entre o Google Search e a inteligência artificial, quem optar por bloquear toda a IA também perde o acesso à busca.

“Search e IA estão profundamente integrados”, disse Chris Phillips, vice-presidente de educação do Google, ao The New York Times. Segundo ele, se uma escola decidir restringir toda a IA, “os alunos não terão acesso à busca, e verão uma mensagem da escola indicando que não está disponível”.

O dilema que a Google colocou nas mãos das escolas

A decisão veio depois de conversas com escolas, professores, pesquisadores e formuladores de políticas públicas, segundo a Google. O novo modelo atinge uma porção de serviços: Gemini, NotebookLM, Gemini no Classroom e o próprio Google Search.

Na prática, a Google quer dar controle aos administradores escolares sobre quais ferramentas de IA entram na sala de aula. A empresa prometeu detalhar o plano nos próximos meses, antes da mudança entrar em vigor. “Nosso objetivo é simples: dar aos líderes escolares o controle e a confiança para usar produtos de IA nas salas de aula como acharem melhor”, escreveu Phillips em um post no blog da empresa.

O problema é que, para uma professora que não quer que os alunos usem os resumos automáticos do Google (os AI Overviews) para fazer lição de casa, a saída hoje é radical: sem busca, sem acesso a fontes, sem ferramentas de pesquisa. A decisão de restringir IA acaba tirando também o principal portão de entrada para materiais de estudo.

Uma IA que não dá só a resposta, mas ainda gera dúvida

A Google anunciou a mudança junto com a expansão do Guided Learning, ferramenta apresentada no começo do ano que funciona como um tutor de IA. Diferente de chatbots comuns, que cospem respostas prontas, o Guided Learning foi desenhado para ajudar o aluno a construir o entendimento aos poucos.

O lançamento acontece num momento em que aumenta a preocupação de educadores com o impacto dos chatbots no aprendizado. O receio é que, ao receber a resposta de mão beijada, o estudante pule a parte mais importante do processo: pensar.

Para as escolas que usam o ecossistema Google, e são muitas, já que Chromebooks e a suíte de aplicativos dominam a educação nos Estados Unidos e em boa parte do mundo, a decisão de 2027 vai exigir uma conversa interna que vai muito além da tecnologia.

📲 Essa história ainda tem capítulo pela frente, com a Google prometendo revelar os detalhes da transição nos próximos meses. Para não perder o desdobramento, entra no Canal do TS no WhatsApp.

A proposta da Google é dar poder de escolha às escolas. Mas a conta chega com uma condição que, para muitas delas, não é escolha nenhuma.

Fonte: TechCrunch

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