TecStudio

Gemini no Android ganha bolha flutuante e multitarefa no overlay com nova atualização

Gemini overlay Android ganha botão de minimização e bolha flutuante para multitarefa. Veja como funciona, limitações conhecidas e disponibilidade no Brasil.

Felipe Victor
Felipe Victor
3 min
Atualizado:
Gemini

O Google colocou no ar uma atualização para o overlay do Gemini no Android que muda a forma de usar o assistente enquanto você faz outras coisas no celular. A novidade é um botão de minimização que transforma o painel do Gemini em uma bolha flutuante, com o logo de faísca da IA, sem fechar a conversa.

Publicidade

A atualização está sendo distribuída de forma ampla para usuários Android a partir desta semana, segundo o 9to5Google, que documentou o funcionamento do recurso.

Como funciona a bolha flutuante do Gemini

O botão “Minimizar” aparece centralizado logo acima do painel do Gemini assim que você digita um prompt. Depois que a resposta carrega, o botão migra para o lado direito da tela, no formato de pílula. Ao tocar nele, o overlay inteiro se recolhe em uma bolha com o ícone do Gemini.

A própria Google descreve o comportamento assim: “O Gemini continua disponível enquanto você realiza outras tarefas. Toque para expandir. Arraste para mover ou dispensar.” Para fechar o overlay por completo, basta usar o gesto de voltar do sistema. Tocar fora do painel, depois que a resposta carregou, também recolhe tudo para a bolha.

Na prática, o recurso resolve uma situação comum: você faz uma pergunta ao Gemini e, em vez de ficar olhando para a tela esperando a resposta, minimiza e vai fazer outra coisa. Quando a resposta chegar, a bolha está lá para você retomar. É mais rápido do que abrir o app do Gemini, entrar no painel lateral e localizar a conversa de volta.

Limitações que ainda precisam de ajuste

O recurso chega funcional, mas com restrições que valem registrar. A bolha não pode ser posicionada livremente na tela: ela fica presa a uma das seis posições fixas predefinidas. Além disso, o 9to5Google identificou um bug que faz a bolha voltar sempre para o canto inferior direito a cada nova minimização, ignorando a posição onde o usuário a tinha deixado.

Para quem quer uma experiência mais completa de multitarefa com IA, o Android 17 oferece uma opção de bolha nativa pelo sistema, integrada ao app do Gemini, com mais flexibilidade de posicionamento e interação.

Publicidade

Recorte Brasil: o Gemini overlay chega por aqui?

O overlay do Gemini no Android está disponível no Brasil para quem usa o assistente com conta Google em português. A distribuição do botão de minimização e da bolha flutuante segue o modelo de rollout gradual do Google, o que significa que nem todos os dispositivos recebem ao mesmo tempo. Se o botão ainda não apareceu no seu Android, vale aguardar alguns dias ou verificar se há atualização pendente do app Gemini na Play Store.

Não há custo adicional para usar o recurso: ele faz parte do Gemini gratuito, disponível em qualquer Android compatível com o assistente. Usuários do Gemini Advanced, disponível no Brasil como parte do Google One AI Premium, também recebem a atualização.

O que ainda está em aberto

O bug de posicionamento da bolha não tem prazo de correção divulgado pelo Google. Também não está claro se a empresa vai liberar posicionamento livre na tela em versões futuras, o que tornaria a experiência mais próxima das bolhas de chat que o Android suporta nativamente. Vale acompanhar as próximas atualizações do app Gemini para ver se esses pontos são endereçados.

📲 Quer saber quando o Gemini ganhar novos recursos no Android antes de virar assunto em todo lugar? Cola no Canal do TS no WhatsApp e recebe os destaques direto no celular.

Com a bolha flutuante disponível, o Gemini dá um passo concreto para se encaixar melhor no uso real do Android, onde trocar de app a todo momento é o padrão. O próximo teste é ver se o Google resolve as limitações de posicionamento e o bug de reset antes que o recurso chegue a mais usuários.

Fonte: 9to5Google

Publicidade
Felipe Victor

Escrito por

Felipe Victor

Engenheiro de Computação pela Universidade Federal de Ouro Preto. Desenvolvedor de Software, mas nas horas vagas, escrevo sobre ciência e tecnologia. Apaixonado por inovação e todas as suas atribuições ao conhecimento e ao desenvolvimento humano.