Google libera inteligência personalizada do Gemini para todos gratuitamente: o que muda na prática

Imagem: Reprodução Mashable
O Google começou a liberar nesta semana a função de inteligência personalizada do Gemini para todos os usuários gratuitos do aplicativo nos Estados Unidos. Até agora, o recurso estava disponível apenas para quem assinava o plano pago Google AI, lançado em janeiro deste ano. A mudança marca uma virada na estratégia da empresa: pela primeira vez, o assistente consegue vasculhar e-mails, fotos, vídeos e documentos do usuário para dar respostas mais precisas, sem que seja preciso explicar tudo de novo a cada pergunta.
Na prática, isso significa que o Gemini pode, por exemplo, lembrar que você tem uma reunião marcada no Google Agenda, cruzar com fotos recentes no Google Fotos e sugerir um roteiro de viagem baseado em buscas anteriores no Maps, tudo de forma automática. O sistema acessa dados do Gmail, Drive, YouTube, Mapas e outros serviços do Google, mas só depois que o usuário autoriza explicitamente quais aplicativos podem ser consultados.
Como funciona a inteligência personalizada
Ao abrir o Gemini pela primeira vez após a atualização, o usuário recebe um convite para ativar a inteligência personalizada. É possível escolher quais serviços o assistente terá permissão para acessar, e desativar qualquer um deles a qualquer momento, direto no menu de configurações da conta.
Além disso, o Google adicionou um botão de alternância no menu “Ferramentas” dentro de cada conversa. Com ele, dá para desligar a personalização em uma pergunta específica, caso o usuário prefira que o Gemini responda sem consultar dados pessoais naquele momento.
Segundo o site 9to5Google, que acompanhou o lançamento, a liberação começou a aparecer para contas gratuitas nas últimas 24 horas. A reportagem confirmou a chegada do recurso em várias contas de teste nos Estados Unidos.

Mudanças visuais e nova função de memória
Junto com a inteligência personalizada, o Google também atualizou o visual do Gemini. Agora, ao ativar o assistente, seja segurando o botão de energia ou deslizando o dedo pelos cantos inferiores da tela, um brilho colorido aparece ao redor de toda a borda do display (imagem da direita), não apenas no ícone em formato de pílula (imagem da esquerda).
A animação começa com as cores azul, vermelho, amarelo e verde concentradas na parte de baixo da tela e, depois de alguns segundos, desbota para azul até desaparecer completamente. O efeito é semelhante ao usado na automação de tela do Gemini e na ferramenta “Circulação para Pesquisar”, criando uma identidade visual mais coesa entre as funções.


Outra novidade que chegou junto foi a função “Memória”, que antes se chamava “Conversas anteriores do Gemini”. Com ela, o assistente pode consultar diálogos passados para personalizar respostas futuras, eliminando a necessidade de repetir contextos ou preferências a cada nova conversa. A função também está sendo liberada de forma ampla, segundo o 9to5Google.
O que vem por aí
A liberação da inteligência personalizada para usuários gratuitos acontece poucos dias depois de o Google anunciar o Gemini 3.1 Flash Live e o Lyria 3 Pro, além de novos recursos de importação de dados. A empresa não divulgou quando a função chegará a outros países, incluindo o Brasil, nem se haverá diferenças de disponibilidade em regiões fora dos Estados Unidos.
Por enquanto, quem tem conta gratuita do Google e mora nos EUA já pode começar a testar. Basta abrir o aplicativo Gemini e seguir as instruções de ativação que aparecem na tela.


