OpenAI lança GPT-6 Astra para programar em COBOL e Fortran com desempenho recorde em linguagens antigas
OpenAI lança GPT-6 Astra, modelo de IA para linguagens antigas como COBOL e Fortran. Desempenho salta de 26,8% para 87,4% em testes. Saiba mais.

A OpenAI colocou no ar o GPT-6 Astra, um modelo de IA feito sob medida para linguagens de programação antigas — COBOL, Fortran, Visual Basic e outras. A ideia é dar um gás extra para sistemas que ainda rodam em código legado, coisa que sobra no setor bancário, governamental e industrial, inclusive no Brasil. O anúncio oficial destaca que essas linguagens têm menos código e documentação disponíveis para os modelos aprenderem do que Python e JavaScript, mas sustentam infraestrutura crítica ao redor do mundo.

Resumo
- O modelo atinge 87,4% de acerto no MultiLangBench em 20 linguagens.
- No teste de migração COBOL, a pontuação chega a 86,8% (97,9% com raciocínio alto).
- O GPT-6 Astra já está disponível para desenvolvedores via API da OpenAI.
- A OpenAI desenvolveu avaliações próprias para linguagens antigas, como COBOL e Fortran.
O GPT-6 Astra chega para preencher uma lacuna: os modelos de IA atuais costumam tropeçar nessas linguagens menos documentadas. Para provar que o bicho pega, a OpenAI desenvolveu duas avaliações próprias — o MultiLangBench e o teste de migração COBOL. Os resultados mostram um salto e tanto. Enquanto isso, a OpenAI já prepara o GPT-6.1 Terra para baratear a IA, como mostramos aqui.
O que o GPT-6 Astra entrega de diferente
Segundo a OpenAI, o modelo atinge 87,4% de acerto no MultiLangBench em 20 linguagens — contra 26,8% da geração anterior, o GPT-5.6 Sol. No teste específico de migração de COBOL, a pontuação chega a 86,8% (e 97,9% com esforço de raciocínio alto), contra apenas 5,4% do Sol. É uma melhoria de mais de 80 pontos percentuais no cenário mais pesado.
87,4%
acerto do GPT-6 Astra no MultiLangBench em 20 linguagens
Fonte: OpenAI
“Nosso objetivo é ajudar os modelos a aplicar habilidades de engenharia de software em mais linguagens: entender repositórios desconhecidos, planejar mudanças, usar ferramentas de build, executar testes e depurar falhas”, afirmou a OpenAI. A declaração reforça o foco em linguagens com menos recursos, que a empresa chama de “low-resource”.
Disponibilidade e próximos passos
O GPT-6 Astra já está disponível para desenvolvedores por meio da API da OpenAI, em tarefas de codificação para COBOL, Fortran, OCaml e Visual Basic. A OpenAI não divulgou preços específicos para este modelo, mas a expectativa é que ele seja oferecido dentro da mesma estrutura de precificação por token dos outros modelos da família GPT-6.
Para quem trabalha com sistemas legados, a novidade pode significar menos dor de cabeça na hora de modernizar ou manter código velho. E com a promessa de que o modelo entende até mesmo linguagens com pouca documentação, o GPT-6 Astra pode se tornar uma ferramenta essencial para empresas que ainda dependem de mainframes e sistemas escritos em COBOL.
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O lançamento do GPT-6 Astra mostra que a OpenAI não está de olho apenas em Python e JavaScript. Ao mirar nas linguagens que sustentam a infraestrutura crítica global, a empresa abre um novo mercado — e dá um respiro para quem ainda lida com código que tem décadas de idade.
Fonte: Thurrott
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