Apple inflou preço do iPhone topo de linha em 60% em 10 anos, e agora reclama de custos
Apple inflou preço do iPhone topo de linha em 60% em 10 anos, enquanto inflação subiu 37%. Agora, com alta de memórias, empresa reclama de margens apertadas.

É difícil sentir pena da Apple hoje em dia, mesmo com as margens apertadas por causa do aumento no preço dos chips de memória. Afinal, nos últimos dez anos, a maçã inflou o preço do iPhone mais caro em 60%, enquanto a cesta de inflação ao consumidor (CPI) nos EUA cresceu apenas 37%.
O iPhone 7 Plus, modelo topo de linha lançado em 2016, custava R$ 4.899 na versão 256GB. Já o iPhone 17 Pro Max, lançado em setembro de 2025, saiu a partir de R$ 12.499. Um salto que, na prática, pesa muito mais no bolso do que a inflação do período.
O drama das memórias e a margem da Apple
A Apple costumava fechar contratos de um ano ou mais para comprar chips de memória, garantindo descontos generosos. Agora, a empresa negocia os preços a cada três meses, e o foco mudou de barganha para garantir volume suficiente para sua linha de produtos, que não para de crescer.
Enquanto isso, o preço dos contratos de memória LPDDR5X de 12 GB disparou. Depois de triplicar desde o primeiro trimestre de 2025, eles estavam na casa dos US$ 120 no fim do primeiro semestre de 2026. De lá para cá, subiram mais US$ 68,8, chegando a US$ 145 por unidade, de acordo com dados do setor compilados pelo WCCFTech.
Essa alta sem freio está apertando as margens da Apple e alimentando projeções de que o iPhone 18 Pro pode chegar a US$ 1.399, contra US$ 1.099 do iPhone 17 Pro lá nos Estados Unidos. Já o iPhone 18 Pro Max pode estrear por US$ 1.499, um aumento de US$ 300 em relação aos US$ 1.199 do modelo atual.
Imagina o cálculo dessa conta quando chegar no Brasil, hein!?
Margem gorda e aumento modesto: o cenário da JP Morgan
Para piorar a situação, as margens da Apple já são gordas o suficiente para se manter em 45% em 2027 mesmo com um aumento de preço mais modesto, de US$ 50 a US$ 100, segundo a estimativa base do JP Morgan. O iPhone Ultra, que deve custar US$ 2.000, também ajuda a empurrar o preço médio dos iPhones para US$ 1.084 no ano que vem, contra US$ 987 neste ano.
O analista Max Weinbach, em post no X, destacou que a pesquisa do JP Morgan aponta que o aumento pode ser bem menor do que se teme, com a Apple compensando os custos de memória em outras áreas, como o uso do próprio modem da empresa.
Na prática, a Apple tem espaço de sobra para não repassar todo o custo ao consumidor. A pergunta é se ela vai querer fazer isso.
O que isso significa para o consumidor brasileiro
Para quem acompanha o mercado de tecnologia no Brasil, a história se repete com um agravante: a conversão para o real e os impostos fazem o preço dos iPhones disparar ainda mais. Um iPhone 17 Pro Max que custa US$ 1.199 nos EUA chega ao Brasil por valores que ultrapassam os R$ 12 mil. Qualquer aumento lá fora vira um rombo aqui dentro.
Se a Apple realmente subir o preço do iPhone 18 Pro Max para US$ 1.499, o consumidor brasileiro pode esperar um valor final ainda mais salgado, a menos que a empresa resolva segurar a onda. Mas, como diz o texto original, esta é a Apple ultra-mercantil de que estamos falando, e não dá para apostar muito na generosidade dela.
📲 Quer saber na hora em que o preço do novo iPhone pintar por aqui e como ele se compara com a inflação? Cola no Canal do TS no WhatsApp, onde a informação chega antes dos portais.
No fim das contas, a Apple está colhendo o que plantou. Durante uma década, ela empurrou reajustes muito acima da inflação. Agora que os fornecedores de memória estão fazendo o mesmo com ela, a maçã descobriu que o jogo virou. Resta saber se o consumidor vai continuar pagando a conta.
Fonte: Wccftech
Escrito por


