Claude descobre cryptominer em Mac ao criar app de temperatura: 112°C e 12 núcleos no talo
Claude, IA da Anthropic, revela cryptominer XMRig em Mac consumindo 12 núcleos de CPU e batendo 112°C. Entenda o caso e saiba como se proteger no Brasil.

Um Mac que estava lento como nunca, com o ventilador torando e a temperatura batendo 112°C, escondia um visitante indesejado: um cryptominer sugando todos os 12 núcleos de CPU. A descoberta não veio de um antivírus, mas de uma conversa com o Claude, o assistente de IA da Anthropic, que estava ocupado fazendo outra tarefa.
Resumo
- Um cryptominer XMRig foi descoberto em um Mac por um assistente de IA durante a criação de um app.
- O malware consumia 1175% da CPU e usava um LaunchAgent para se religar após ser encerrado.
- A temperatura do Mac atingiu 112°C, causando redução de desempenho para evitar danos.
- Assistentes de IA como Claude podem ajudar usuários comuns a identificar anomalias no sistema.
O usuário, que se identifica como u/UntilHEX no Reddit, pediu ao Claude para criar um aplicativo de monitoramento de temperatura para macOS. Quando pediu que a IA rodasse uns testes de precisão, a resposta veio com um alerta inesperado: “parece que tem um cryptominer rodando aqui, o XMRig”. O programa estava consumindo 1175% de CPU (sim, mais de 1000% porque usa múltiplos threads) e morava numa pasta temporária, com um script chamado LaunchAgent que o religava toda vez que era morto.

O que o XMRig faz e como age no Mac
O XMRig é um minerador de Monero (XMR) de código aberto, famoso por ser empacotado em malware que sequestra máquinas alheias. Ele fica lá, escondido, minerando criptomoeda usando o poder de processamento da vítima. No caso do Mac em questão, não se sabe o modelo exato, mas processadores como M4 Pro, M3 Pro e M2 Max têm 12 núcleos — e todos os 12 estavam sendo usados ao máximo.
O que é XMRig? Minerador de código aberto para a criptomoeda Monero (XMR), frequentemente usado em malwares para sequestrar poder de processamento.
O detalhe mais sinistro é a persistência: o LaunchAgent mantinha o processo rodando mesmo depois de encerrado, através de um script codificado. É uma tática parecida com o que já vimos no Windows, onde o cryptominer some quando se abre o Gerenciador de Tarefas. A Apple Silicon, dizem, aguenta temperaturas altas (o M5 Max já passou dos 100°C em teste pesado), mas 112°C já é ponto de thermal throttling — o sistema reduz desempenho para não queimar.
O recorte Brasil: será que você está seguro?
Casos de cryptominers em Mac no Brasil não são tão comuns como no Windows, mas acontecem. Muita gente baixa software pirata, cracks, ou abre anexos suspeitos — e os mineradores se escondem em instaladores enganosos. Diferente de um ransomware, que avisa que te sequestrou, o cryptominer passa batido: só deixa o computador mais lento, a conta de luz mais cara e o hardware estragando mais rápido. Para identificar, fique de olho em picos de uso de CPU no Activity Monitor, especialmente processos com nomes estranhos como xmrig ou algo rodando de /tmp.
Se você tem um Mac e anda sentindo ele mais lerdo que o normal mesmo sem programas pesados abertos, vale a pena investigar. O próprio Claude ou o ChatGPT podem ajudar a interpretar logs de temperatura e processos — assim como o usuário do Reddit foi salvo de uma máquina que virou forno.
Quando a IA vira detetive de segurança
Não é a primeira vez que o Claude resolve um problema de hardware. Ele já ajudou um usuário a identificar pentes de memória RAM com defeito e até a projetar um robô quadrúpede com 99 peças e firmware do zero. No Brasil, o caso lembra como o ChatGPT ajudou um leitor a derrotar extensões maliciosas que sequestraram o Google Chrome — a IA foi usada como ferramenta de diagnóstico e deu certo.
O ponto principal é que, com a popularização de assistentes de IA, qualquer um pode ter um “segundo cérebro” para vasculhar o sistema e achar anomalias. Não precisa ser especialista: basta descrever o problema e deixar a IA sugerir o que fazer.
O que ainda está em aberto
O usuário do Reddit não revelou como o XMRig entrou no Mac — se foi por um download malicioso, um site infectado ou um periférico. Também não se sabe qual Mac exato era, mas a temperatura de 112°C mostra que a refrigeração estava no limite. Até agora, a Anthropic não comentou o caso, mas já havia alertado sobre “vermes” de IA que podem infectar dispositivos IoT, o que mostra que a empresa está de olho em ameaças que combinam IA com malware.
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O caso serve de alerta: mesmo num Mac, um cryptominer pode estar escondido, consumindo seus recursos sem pedir licença. Monitorar temperatura e uso de CPU não é só coisa de entusiasta — pode salvar o bolso e o equipamento.
Fonte: Wccftech
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