Na última semana, o Correios notificou sobre um aumento médio de 8% em seus serviços postais, que entraria em vigar a partir do dia 6 de março. Por outro lado, o Mercado Livre denunciou um aumento maior do que o anunciado; até 51%.

Pensando em como isso pode afetar as vendas e frear o crescimento do maior Marketplace da America latina, o Mercado Livre iniciou a campanha “#FreteAbusivoNão“, envolvendo seus milhares de vendedores e causando impacto na imagem do Correios.

A primeira vitória do Mercado Livre

Agora, depois de muito barulho, o Mercado Livre conseguiu sua primeira vitória contra o frete abusivo. Uma liminar deferiu que o Correios não poderá aumentar o frete para serviços do Mercado Livre. No entanto, a medida é provisória.

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Mercado Livre comemora primeira vitória contra o Frete Abusivo. Imagem: Reprodução/Mercado Livre

Nossa equipe tentou entrar em contato com o Mercado Livre para saber mais informações sobre a liminar e quem a deferiu, mas o Mercado Livre não dispõe de canais públicos para assessoria de imprensa.

Justiça mantém taxa de R$3 para encomendas direcionadas ao Rio de Janeiro

Junto ao aumento no preço de frete dos serviços postais, o Correios aplicou também uma taxa extra e fixa no valor de R$ 3 para encomendas enviadas e direcionadas ao Rio de Janeiro.

Pouco depois do anuncio, grandes empresas do comércio eletrônico e o Procon entraram com pedido para suspender a taxa, alegando que o Correios não levou em consideração somente a atual situação na segurança pública do Rio, e sim visando lucro.

Segundo o jornal “O Globo”, o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) divulgou, este mês, o ranking das 30 cidades mais violentas do país e o Rio de Janeiro sequer está nessa lista. A cidade está, inclusive, em plena intervenção federal na segurança pública, o que, é claro, tem o potencial de reduzir os índices de criminalidade. O que parece é que essa taxa será apenas para capitalizar a empresa, cuja crise financeira é de conhecimento de todos.

Mesmo com o argumento utilizado, a juíza Geraldine Pinto Vital de Castro afirmou que não vê ilegalidade e nem abusividade na cobrança.