Será que o smartphone dourado da Trump Mobile chega algum dia? T1 foi adiado novamente

O tão aguardado T1 “dourado” da Trump Mobile, prometido para agosto de 2025, acaba de ganhar mais um adiamento silencioso. Agora, o novo cronograma oficial joga o envio do aparelho para o início de 2026, deixando entusiastas e clientes que deram US$100 de entrada no prejuízo – e sem uma data certa na mão.
Ao se deparar com a informação, muitos se perguntam: afinal, o que está segurando esse lançamento? A Trump Mobile diz que o atual shutdown do governo norte-americano travou processos na Federal Communications Commission (FCC), responsável pela autorização de equipamentos nos EUA. Mas será que o problema é só esse?
O que sabemos sobre os constantes atrasos do T1
A previsão inicial apontava para agosto de 2025. Em seguida, já no fim de dezembro, a empresa voltou a postergar: o relatório mais recente da Trump Mobile projeta que as unidades só sairão da fábrica nos primeiros meses de 2026.
- Preço oficial: US$499
- Sinal cobrado na pré-venda: US$100
- Primeiro prazo: agosto de 2025
- Nova janela de envio: começo de 2026
Segundo o Fortune, o atendimento ao cliente da Trump Mobile atribui toda a culpa ao shutdown, que teria travado etapas essenciais de certificação na FCC. E, de fato, um bloqueio nas atividades do órgão pode atrasar testes de radiofrequência, análises de conformidade e liberação para importação.
Regulação em xeque: shutdown versus desafios internos
Na prática, um shutdown federal realmente gera gargalos. Escritórios fechados, atrasos em processos e filas maiores em despachos aduaneiros para eletrônicos importados. Porém, analistas do mercado de telecom apontam sinais de que haja questões operacionais mais profundas:
- Capacidade limitada de produção e testes em solo americano
- Dificuldade em fechar contratos com fornecedores de componentes-chave
- Dependência de linhas de montagem que não estão nos EUA
Ou seja, embora o shutdown seja real, costuma levar semanas para ser normalizado. Adiar um lançamento por quase um ano e meio sugere que a empresa enfrenta entraves logísticos e talvez até financeiros.
Do “Made in USA” a “Designed with American values”
Outro ponto que gerou polêmica foi o sumiço da promessa “Made in the USA” no site oficial da Trump Mobile. Quando o T1 foi anunciado, o discurso era de um rival 100% nacional contra Apple e Samsung. Só que, na prática, montar um smartphone completo nos EUA por US$499 beira o impossível, dizem especialistas em cadeia global de suprimentos.
Hoje, o site menciona apenas que o T1 é “designed with American values” – expressão que dá margem para fabricação em outros países, mas com projeto, marketing e suporte baseados nos EUA. Para quem apostava na retomada da indústria de celulares por lá, ficou a lição: elementos fundamentais como processador, tela e baterias ainda vêm de fora.
E o consumidor que já pagou US$100 de sinal?
Para quem deu o sinal de US$100, a recomendação atual de canais de suporte é aguardar até meados de janeiro de 2026 – sem garantia de que, nessa data, o pedido será de fato despachado. A Trump Mobile não fornece um “tracking” real, apenas promessas vagas.
No mercado brasileiro, onde a compra de pré-venda de eletrônicos importados já é alvo de cautela por causa de impostos e riscos de atrasos, esse tipo de incerteza acende um alerta vermelho. Tradicionalmente, quem importa smartphone paga:
- Impostos de importação (cerca de 60% sobre o valor CIF)
- Taxas de despacho aduaneiro
- Frete e seguro internacional
Logo, um T1 de US$499 pode facilmente ultrapassar R$ 5.000 no Brasil – e aí, esperar mais de um ano por um modelo que sequer tem especificações técnicas detalhadas pode não valer a pena.
Quando – e se – o T1 vai chegar ao Brasil?
Oficialmente, a Trump Mobile não tem planos para lançamento global simultâneo. Ou seja, o Brasil fica no final da fila, depois de Estados Unidos, Canadá e possivelmente Europa. Considerando ainda barreiras logísticas e tributárias, a previsão mais otimista jogaria o T1 por aqui apenas em 2027.
Até lá, quem quer um aparelho dourado para ostentar pode ter opções mais seguras – como edições limitadas de iPhone e Galaxy que já circulam no mercado nacional. E, se a Trump Mobile continuar vendendo modelos recondicionados de iPhone e Samsung, fica claro que o T1 ainda não saiu da fase de protótipo em massa.
O que os especialistas recomendam
Para quem gosta de apostar em novidade, vale acompanhar de perto:
- Atualizações diretas no site oficial da Trump Mobile
- Relatórios de órgãos reguladores, como a FCC
Mas, se a prioridade é ter um smartphone com garantia e entrega rápida no Brasil, a dica é conferir modelos já consolidados no mercado. Se liga nessa lista da Amazon:
O T1 de US$499 continua sendo uma promessa chamativa, mas cada vez mais distante da realidade. Entre shutdowns, questões operacionais e a reformulação da mensagem na web, a Trump Mobile terá muito trabalho para cumprir o que vendeu. No fim das contas, consumidor que apostou no “smartphone dourado” precisa agir com cautela e manter o radar ligado para os próximos capítulos dessa história.
Fonte: Android Headlines
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