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Sony nada de braçadas vendendo PS5 e aproveitando “hype” de GTA 6; Microsoft dorme no ponto e perde oportunidade de ouro para o Xbox

A Sony deve estar vivendo dias de glória desde que o lançamento oficial de GTA 6 se aproxima. Nos últimos dois meses, o Playstation 5

Felipe Victor
Felipe Victor
3 min
Atualizado:
PlayStation 5

A Sony deve estar vivendo dias de glória desde que o lançamento oficial de GTA 6 se aproxima. Nos últimos dois meses, o Playstation 5 viu seu preço disparar aproximadamente 35% nas lojas de varejo do Brasil. O efeito disso não foi negativo como deveria, muito pelo contrário. Ainda que o preço tenha subido em função da escassez de componentes eletrônicos e inflação caracterizada pela demanda da Inteligência Artificial, o famoso console continua disputado.

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Essa alta foi facilmente premeditada por um motivo que todo mundo conhece; o hype de GTA 6. Estamos mais perto de poder finalmente jogar o título que muitos sonham desde que os rumores surgiram. O novo Grand Theft Auto VI, ou GTA 6, como aqui no Brasil preferimos chamar, ficou mais de 10 anos em desenvolvimento (e ainda não tá pronto, embora ja tenha data de lançamento e pré-venda). Todo mundo sabia que os vídeogames iriam voltar aos holofotes com este lançamento.

No entanto, quem dormiu no ponto e esqueceu dessa grande oportunidade foi a Microsoft. A marca parou de fabricar Xbox no Brasil e aumentou significativamente o preço de seu vídeogame nos EUA. Ao mesmo passo, a marca começou a reclamar de falta de lucro. Mas como lucrar quando você vê no horizonte o maior título de vídeogames de todos os tempos prestes à chegar e mesmo assim vai para o caminho contrário?

PlayStation 5 caro demais e Xbox custando o preço de uma moto

Como dito acima, a escassez de componentes eletrônicos, sobretudo memórias RAM e semicondutores de alta complexidade produtiva, acabaram afetando os custos dos vídeogames e de toda a cadeia que envolve computadores.A Sony até tentou segurar a onda, mas o PlayStation 5 teve que buscar novos valores bem acima do que o convencional.

A Microsoft e seu Xbox não ficaram nem um pouco atrás. Não bastasse a escassez no Brasil, uma vez que aqui só entram os importados, o preço também foi nas alturas. Você acaba encontrando o Xbox Series X por cerca de R$ 7 mil. O Series S dificilmente sai por menos do que R$ 4 mil. Estamos falando de um vídeogame que foi lançado aqui por R$ 2999 e que, há pouco mais de um anos atrás, custava cerca de R$ 2300.

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Microsoft perde oportunidade de ouro

No Brasil, você só encontra os modelos de Xbox Series X e Series S por meio de marketplace. Isso significa que as lojas oficiais não está recebendo lotes do vídeogame vindos diretamente da Microsoft. Quem está vendendo no Brasil de fato, são vendedores que compram lá fora, recebem aqui, pagam os impostos de importação e repassam os custos nas grandes lojas de varejo. Ao invés de inundar o mercado com Xbox, a Microsoft segue o caminho contrário.

A Sony tem uma abordagem diferente; ela abastece o mercado. Isso implica em lojas oficiais vendendo o PlayStation 5, o que traz maior competitividade, uma vez que o varejo exerce grande influência nos preços dos produtos e possui capacidade financeira para assumir cotas de promoções e eventuais ofertas que reduzem o preço final para o consumidor. Os vendedores de Marketplace comumente não possuem tanto capital e aporte financeiro para esse tipo de abordagem, o que acaba resultando em vídeogame caro e pouco atrativo.

Uma coisa é certa no meio desse furação: quando o hype de GTA 6 passar, vamos sentir a dor de pagar tão caro em vídeogame lançado há quase sete anos. Por mais que ainda suportem o título mais esperado do século, Sony e Microsoft já estão se preparando para uma nova geração.

Vamos ver se a escassez que gera a inflação dos componentes eletrônicos vai desaparecer nos próximos meses. Se isso acontecer, podemos ter uma diminuição no preço desses vídeogames. Mas até lá, se você quiser jogar GTA 6 sem perder o hype, vai ter que desembolsar um boa grana.

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Felipe Victor

Escrito por

Felipe Victor

Engenheiro de Computação pela Universidade Federal de Ouro Preto. Desenvolvedor de Software, mas nas horas vagas, escrevo sobre ciência e tecnologia. Apaixonado por inovação e todas as suas atribuições ao conhecimento e ao desenvolvimento humano.