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Samsung pode superar lucro da NVIDIA em 2027, apontam analistas

Projeções de analistas indicam que a Samsung pode superar o lucro da NVIDIA em 2027, com previsão de US$ 330 bi, graças à alta demanda por chips de memória para IA.

Felipe Victor
Felipe Victor
3 min
Atualizado:
Samsung

Enquanto a NVIDIA domina as manchetes com sua ascensão meteórica no mercado de IA, uma gigante sul-coreana prepara um contra-ataque silencioso e lucrativo. A Samsung Electronics, impulsionada pelo chamado “superciclo” dos semicondutores de memória, caminha para bater recordes de lucratividade que podem, em dois anos, colocá-la à frente da própria NVIDIA. A projeção, feita por analistas de mercado, pinta um cenário onde quem vende as “picaretas” da corrida do ouro tecnológico pode faturar mais que os garimpeiros.

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Os números preliminares do primeiro trimestre de 2026 já dão o tom da reviravolta. A empresa divulgou que espera atingir um lucro operacional próximo de US$ 42 bilhões apenas entre janeiro e março, um salto de 755% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo a orientação de resultados da Samsung, isso significa que a companhia faturou mais em um único trimestre de 2026 do que em todo o ano anterior.

Projeções ousadas para 2027 colocam Samsung no topo

A confiança dos analistas vai além dos resultados recentes. Eles acreditam que o ciclo de alta dos preços da memória está apenas na metade, com espaço para mais valorização. A corretora KB Securities é uma das mais otimistas. Em relatório ao mercado, a firma projeta que a Samsung registrará um lucro operacional anual de US$ 221 bilhões em 2026 e uma cifra impressionante de US$ 330 bilhões em 2027.

É nesse ponto que a comparação com a NVIDIA ganha corpo. As projeções da KB Securities para o lucro da NVIDIA em 2027 ficam abaixo dos US$ 330 bilhões. Se a Samsung atingir essa marca, se tornaria a empresa com o maior lucro operacional do mundo no próximo ano, um feito notável considerando que seu valor de mercado é apenas 19% do da agora rival norte-americana, segundo os analistas.

O “superciclo” da memória e a estratégia da picareta

O motor por trás desse crescimento explosivo é a demanda insaciável por chips de memória de alta performance (HBM), componentes críticos para treinar e executar modelos de inteligência artificial. Enquanto empresas como a NVIDIA desenvolvem os processadores (GPUs) que são o “cérebro” da IA, a Samsung fornece a “memória” essencial para que eles funcionem em grande escala.

“O ditado ‘venda picaretas durante uma corrida do ouro’ se encaixa perfeitamente no caso da Samsung”, observa o texto original da reportagem do SamMobile. A empresa se posiciona como fornecedora fundamental de um componente sem o qual a revolução da IA simplesmente não avança, garantindo receita constante independentemente de qual empresa vença a batalha específica dos processadores.

Contexto e ressalvas sobre as projeções

É importante notar que essas são projeções de analistas de um banco específico (KB Securities), e não previsões oficiais da Samsung. O cenário macroeconômico global, flutuações na demanda por IA e a capacidade da própria Samsung de manter a liderança na produção de HBM podem alterar drasticamente esses números.

Além disso, a comparação direta com a NVIDIA é complexa. As duas empresas possuem modelos de negócio e estruturas de custo diferentes. A NVIDIA tem margens de lucro historicamente altíssimas em sua divisão de Data Center, enquanto a Samsung opera em um segmento (memória) conhecido por sua ciclicidade e pressão competitiva.

Ainda assim, as projeções sinalizam uma mudança significativa no tabuleiro da tecnologia. Elas mostram que o ecossistema de IA está gerando riqueza colossal além das estrelas mais óbvias, beneficiando fornecedores de componentes essenciais. Se confirmadas, essas previsões reconfigurariam a hierarquia de lucratividade do setor de tech, provando que, na nova corrida do ouro, quem fornece as ferramentas pode, sim, sair com a bolsa mais cheia.

Fonte: SamMobile

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Felipe Victor

Escrito por

Felipe Victor

Engenheiro de Computação pela Universidade Federal de Ouro Preto. Desenvolvedor de Software, mas nas horas vagas, escrevo sobre ciência e tecnologia. Apaixonado por inovação e todas as suas atribuições ao conhecimento e ao desenvolvimento humano.