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Amazon Leo desafia Starlink com antena de 1 Gbps e mira empresas antes de desembarque no Brasil

Felipe Victor4 min de leituraVersão completa
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A Amazon entrou oficialmente na corrida pela internet via satélite ao lançar o Amazon Leo (antigo Project Kuiper) em testes reais. O que você precisa saber agora: a gigante de Jeff Bezos promete a “antena mais rápida em produção” e já está de olho em corporações e governos, antes de pensar no consumidor final.

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O que é o Amazon Leo?

O Amazon Leo é a nova marca do plano de internet via satélite da Amazon, baseado em Low Earth Orbit (LEO). A sigla “Leo” faz jus à órbita baixa, ideal para reduzir latência e garantir conexões mais estáveis. Com cerca de 150 satélites já lançados, a iniciativa ainda está longe dos quase 9.000 satélites da Starlink, de Elon Musk, mas chega com um trunfo: equipamentos de alta performance.

A antena Leo Ultra

No centro da estratégia está a Leo Ultra, antena do tipo phased array de 20 por 30 polegadas que, segundo a Amazon, chega a 1 Gbps de download e 400 Mbps de upload. Para atingir esses números, a Amazon desenvolveu:

Além da Ultra, há duas opções menores: Leo Pro (até 400 Mbps) e Leo Nano (até 100 Mbps), voltados para demandas diferentes de mercado.

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Foco em empresas antes do consumidor

Em vez de sair distribuindo antenas para qualquer um que peça, a Amazon optou por um “enterprise preview”. O programa entrega hardware e software a clientes selecionados, como JetBlue e Hunt Energy Network. A razão é simples: integrar o serviço ao Amazon Web Services (AWS) e criar soluções de rede privada para segmentos como aviação, óleo e gás, agronegócio e telecom.

Essa abordagem permite:

Em um país continental como o Brasil, onde coberturas 4G/5G ainda deixam zonas rurais e regiões remotas na mão, esse modelo B2B pode acelerar a adoção da tecnologia antes de chegar à casa do consumidor comum.

Enquanto a Amazon somou 150 satélites, a SpaceX já opera quase 9.000 e conta com mais de 2 milhões de assinantes. Esse avanço dá à Starlink uma vantagem de cobertura e experiência operacional. Mas, à medida que a base cresce, surgem relatos de congestionamento em horários de pico, especialmente em áreas densas.

O Amazon Leo entra nesse jogo para sacudir o mercado, prometendo menos latência e mais velocidade. Se cumprir a promessa da Ultra, usuários corporativos podem ver vantagens claras em migrar ou repartir tráfego entre satélites Amazon e Starlink.

Por que importa para o Brasil?

O Brasil é um dos mercados mais promissores para internet por satélite. Comunidades em regiões como Amazônia, Pantanal, interior do Nordeste e pontos remotos do Sul e Sudeste têm sofrido com infraestrutura de rede limitada. Empresas de agronegócio, mineradoras e até prefeituras já demonstraram interesse em soluções de conectividade de alta capacidade.

Além disso, a integração com a AWS pode atrair clientes que já rodam serviços em nuvem da Amazon, reduzindo a complexidade de migração e centralização de dados. A expectativa é que o Amazon Leo comece a oferecer pacotes para o Brasil em meados de 2026 ou 2027, considerando homologações da Anatel e negociações de impostos de importação.

Desafios à frente

O que vem por aí

Segundo insiders, o Amazon Leo deve abrir inscrições para o preview corporativo ainda neste semestre. A previsão de lançamento comercial para consumidores é em algum momento de 2026, mas sem valores definidos até agora. Resta saber como a Amazon vai precificar a Ultra, a Pro e a Nano — e se haverá subsídios para áreas de baixa renda.

Próximos passos

Fique de olho nas seguintes jogadas da Amazon:

Com a briga esquentando, o consumidor brasileiro deve ganhar opções mais rápidas e, quem sabe, preços mais competitivos. Prepare o espaço do telhado e comece a imaginar como seria baixar séries em Full HD a 1 Gbps diretamente do seu quintal.

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