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Claude da Anthropic resolve mistério de 25 anos da NSA: sementes criptográficas vieram de gerador C simples

Claude, IA da Anthropic, resolveu em 30 minutos o mistério de 25 anos sobre a origem das sementes criptográficas da NSA. Saiba como a descoberta afeta a segurança digital no Brasil.

Rockweew
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3 min
Anthropic Opus
Imagem: Reprodução CNET

A Anthropic colocou no ar uma revelação que mexe com a história da criptografia moderna. O Claude, seu modelo de inteligência artificial, resolveu o mistério de 25 anos sobre a origem das sementes criptográficas fornecidas pela NSA para os padrões de curvas elípticas (ECDSA) do NIST. Em menos de 30 minutos, o Claude descobriu que as sementes vieram de um gerador de números aleatórios simples em linguagem C, chamado lrand48, inicializado com um timestamp Unix entre maio de 1997 e abril de 1998.

Resumo

  • Claude descobriu que sementes criptográficas da NSA vieram de gerador C simples.
  • O modelo de IA resolveu o mistério em menos de 30 minutos.
  • A descoberta reduz suspeitas de backdoors intencionais nas curvas elípticas.
  • Para o Brasil, o achado reforça a segurança de sistemas como Pix e e-CPF.
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O mistério nasceu em 2000, quando o NIST padronizou várias curvas do ECDSA. A NSA forneceu as sementes, os valores iniciais usados para gerar os parâmetros das curvas, sem dar nenhuma explicação. Ninguém sabia como elas foram criadas, o que alimentou suspeitas de que poderiam conter backdoors deliberados. O caso atraiu até uma recompensa e esforços de investigação amadora. O falecido funcionário da NSA Jerry Solinas havia sugerido que as sementes eram o hash de uma frase humorística, mas isso se mostrou errado.

Como Claude desvendou o segredo

Claude identificou o padrão porque o lrand48 produz apenas 31 bits, e os bits superiores de algumas sementes eram sistematicamente zero. Bastou esse detalhe para o modelo conectar o gerador ao Unix timestamp. Segundo a Anthropic, isso torna menos provável que houvesse backdoors intencionais. A empresa doou a recompensa de 36.864 dólares (cerca de R$ 187.365) ao Internet Security Research Group.

O que é ECDSA (Elliptic Curve Digital Signature Algorithm)? Algoritmo de assinatura digital baseado em curvas elípticas, usado para autenticação e integridade de dados.

O feito é significativo porque mostra como a IA pode resolver problemas criptográficos que desafiaram especialistas humanos por décadas. E o mais impressionante: tudo em menos de meia hora.

O que isso significa para o Brasil

Para o Brasil, que adota os padrões criptográficos do NIST em sistemas bancários e de governo digital, o achado é relevante. A descoberta de que as sementes não foram manipuladas reduz o risco de backdoors intencionais, dando mais segurança a transações e assinaturas digitais usadas no país. Entretanto, a ausência de backdoor não significa que a criptografia de curvas elípticas seja invulnerável — o próprio método usado (lrand48) é considerado fraco para padrões modernos, algo que especialistas em segurança brasileiros devem observar de perto.

Além disso, a comunidade de criptografia brasileira já começou a discutir o impacto da descoberta na confiança dos algoritmos que sustentam o Pix, o e-CPF e outras infraestruturas críticas. O debate promete esquentar nos próximos meses.

O feito de Claude ocorre em um momento em que a concorrência entre modelos de IA se intensifica, como mostrou o lançamento do Gemini 4 Argon com foco em cibersegurança.

O que ainda está em aberto

Apesar de resolver o mistério, a descoberta levanta novas perguntas. Por que a NSA escolheu um gerador tão simples? E qual o impacto prático para a segurança dos padrões atuais? A comunidade de criptografia ainda analisa os detalhes para verificar se a aleatoriedade das sementes é suficiente para garantir a integridade das curvas. Também resta saber se outros padrões ou implementações podem ter fragilidades semelhantes.

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O feito do Claude mostra como a IA pode desvendar problemas que desafiaram humanos por décadas, ao mesmo tempo que reforça a importância de padrões criptográficos abertos e verificáveis.

Valores em reais convertidos pela cotação de fechamento do Banco Central de 16/10/2026 (US$ 1 = R$ 5,08). Conversão direta, sem impostos nem taxas de importação.

Fonte: The Decoder

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Escrito por

Rockweew

Vivi a era Habbo, Orkut e afins... claramente a melhor fase pop da internet. Aqui tento noticiar o diverso mundo mobile, mas não se surpreenda se eu publicar algo sobre música, entretenimento e tecnologia em geral.