Elon Musk diz que há 50% de chance de vivermos em uma simulação e chama Sam Altman de ‘enganador’
Elon Musk afirma que há 50% de chance de vivermos em uma simulação, critica Sam Altman e propõe teste mútuo entre laboratórios de IA.

Elon Musk voltou a dar o que falar. Em uma conversa com o biógrafo Walter Isaacson no podcast The Builders, o dono da SpaceX e da Tesla abordou desde a teoria da simulação até a segurança da inteligência artificial — e, claro, sobrou para Sam Altman, da OpenAI.
Resumo
- Musk estima 50% de chance de vivermos em uma simulação.
- Ele defende que laboratórios de IA compartilhem modelos antes do lançamento.
- Musk chama Sam Altman de 'enganador' e elogia a Anthropic.
- Superinteligência digital pode aumentar produção em 20% a 30%.
Musk afirmou que há 50% de chance de estarmos vivendo dentro de uma simulação. A conta veio de um jantar com um físico e um cientista da computação: o primeiro disse 0%, o segundo 100%. “Então acho que talvez eu deva ficar com 50%”, concluiu, conforme registrado em um post no X.
Se a simulação for chata, ela é truncada
Musk levou a teoria adiante: “Se a teoria da simulação estiver correta, então qualquer simulação chata será truncada. Portanto, o fato de existirmos significa que somos uma simulação interessante. E o mais importante é simplesmente não ser chato.”
Como testar modelos de IA antes do lançamento
O empresário também defendeu que os grandes laboratórios de IA dos EUA deveriam se reunir semanalmente e compartilhar modelos com concorrentes antes de liberá-los ao público. Segundo ele, os competidores “manteriam uns aos outros honestos”. Musk citou o exemplo: “Se eles disseram: ‘Ah, consegui fazer uma bomba nuclear com sua IA’, aí você sabe que precisa consertar aquilo antes de lançar.”
Críticas afiadas a Sam Altman e elogios à Anthropic
Quando Isaacson perguntou se Musk conseguiria conversar com Altman sobre esse tipo de coordenação, a resposta foi direta: “Ele é tão enganador que chega a ser loucura”. A declaração ecoa a rivalidade antiga entre os dois, que já foi sócia na OpenAI e hoje lidera a xAI.
Já sobre a Anthropic, Musk foi elogioso. Disse que submeteu os funcionários da empresa ao seu “detector do mal” e que todos passaram no teste. “Todos que conheci na Anthropic eram muito legais e conscientes. Não encontrei ninguém que parecesse obscuro ou enganador.” O texto original, no entanto, faz uma ressalva irônica sobre o ambiente quase religioso na Anthropic, onde funcionários realizam rituais fúnebres para modelos descontinuados.
O impacto econômico da superinteligência digital
Musk também projetou que a superinteligência digital — termo adotado pela Casa Branca para substituir “IA” — poderia aumentar a produção de bens e serviços em 20% a 30%, o que representaria cerca de US$ 30 trilhões adicionais por ano.
US$ 30 trilhões
adicional anual na produção global
Essa corrida por eficiência e preços mais baixos já movimenta o mercado. A OpenAI, por exemplo, prepara um novo modelo chamado GPT-6.1 Terra justamente para baratear a IA e competir com alternativas de código aberto. Leia mais sobre o GPT-6.1 Terra.
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Enquanto a teoria da simulação continua sendo um exercício filosófico, as propostas de Musk para a segurança da IA e suas críticas aos rivais mostram que o bilionário segue determinado a influenciar o rumo do setor — dentro e fora da simulação.
Fonte: Wccftech
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