OpenAI cria chip próprio para IA, o Jalapeño, e promete revolução em inferência
OpenAI lança chip próprio para IA, o Jalapeño, fabricado pela Broadcom. Processador promete ser a melhor plataforma de inferência para LLMs e chega ao mercado em 2026.

Imagem: CNET
A OpenAI resolveu entrar de cabeça no mundo dos chips. A empresa colocou no ar nesta semana o Jalapeño, seu primeiro processador customizado para inteligência artificial, fabricado em parceria com a Broadcom. E a promessa é grande: a companhia chama o bichinho de a melhor plataforma de inferência para grandes modelos de linguagem (LLMs) do mercado.
O anúncio foi feito pelo CEO Sam Altman e pelo CEO da Broadcom, Hock Tan, que mostraram o primeiro wafer do processador. O nome Jalapeño não é à toa: saiu quente dos fornos da Broadcom, que produziu o chip em tempo recorde. Do design inicial à tape-out (a etapa final antes da produção em massa), foram apenas nove meses.

O que é o chip Jalapeño da OpenAI
O Jalapeño não é um processador genérico adaptado para IA. A OpenAI afirma que ele foi desenhado do zero, como uma lousa em branco, exclusivamente para cargas de trabalho de inferência de LLMs. Isso significa que ele é focado em rodar modelos como o GPT-5.3-Codex-Spark, que já está sendo executado nos primeiros protótipos do chip em frequência e potência de produção.
O processador conta com oito sites de HBM (High Bandwidth Memory) e os dies de computação ficam no centro do chip. A ideia é combinar a potência e a taxa de transferência dos aceleradores de IA mais avançados com uma latência baixa, típica de sistemas especializados em inferência. O objetivo é tornar o Jalapeño ideal para produtos interativos em escala, como o ChatGPT, o Codex e a API da OpenAI.
“O Jalapeño é um design de lousa em branco para inferência moderna de LLMs, não um acelerador de propósito geral adaptado de cargas de trabalho de IA anteriores”, diz a OpenAI em comunicado. “Ele é informado pelos sistemas que a OpenAI opera todos os dias no ChatGPT, Codex, API e futuros produtos de agente, enquanto também é projetado para LLMs atuais e futuros em toda a indústria.”
Por que a OpenAI resolveu criar o próprio chip
A decisão de criar um chip próprio não é isolada. A OpenAI segue uma tendência que já inclui Google, com sua estratégia de TPUs, e Anthropic, que também explora chips customizados. O movimento reflete uma realidade do mercado: a demanda por aceleradores de IA cresce muito mais rápido do que a oferta, e depender exclusivamente da Nvidia se tornou um risco.
No ano passado, a OpenAI fechou uma parceria para implantar 10 GW de sistemas da Nvidia. Mas, com os problemas de fornecimento que não param, as empresas de IA estão investindo em silício próprio para não ficar reféns de um único fornecedor. O chip Jalapeño é o primeiro passo de uma plataforma de computação multi-geração que a OpenAI e a Broadcom estão construindo juntas.
O ecossistema do chip também conta com a Celestica, que vai ajudar na industrialização da plataforma, incluindo integração de placas, sistemas de rack, rede de alto desempenho e sistemas de produção escaláveis.
Quando o Jalapeño chega ao mercado
As primeiras plataformas com o chip Jalapeño devem ser implantadas até o fim de 2026. A OpenAI já deixou claro que o processador é um esforço de longo prazo, com várias gerações planejadas. Os primeiros samples de engenharia já estão rodando cargas de trabalho de machine learning, o que indica que o desenvolvimento está em estágio avançado.
A empresa não divulgou muitos detalhes técnicos, como a quantidade de transistores ou a potência exata do chip. Mas a aposta é clara: a OpenAI quer ter controle sobre o hardware que roda seus modelos, e o Jalapeño é a peça central dessa estratégia.
📲 Quer saber na hora em que o Jalapeño começar a aparecer em benchmarks e testes reais? Cola no Canal do TS no WhatsApp, onde a novidade chega antes dos portais.
Com o Jalapeño, a OpenAI mostra que a corrida por chips próprios de IA está pegando fogo. E o processador que saiu quente dos fornos da Broadcom promete esquentar ainda mais a disputa por desempenho em inteligência artificial.
Fonte: Wccftech
Escrito por


