OpenAI GPT-6 aprende a reescrever código de banco com 60 anos de idade
OpenAI mostra que GPT-6 consegue reescrever código COBOL e Fortran com até 97,9% de precisão. Avanço pode acelerar modernização de sistemas bancários antigos.

Manter sistemas financeiros críticos rodando em linguagens de programação escritas há décadas é um pesadelo constante para engenheiros. A OpenAI revelou que seus novos modelos GPT-6 são muito melhores em ler, atualizar e traduzir linguagens legadas como COBOL e Fortran. O avanço promete dar a bancos e infraestruturas um caminho mais seguro para modernizar sistemas antigos sem correr o risco de derrubar tudo.
Resumo
- GPT-6 alcança 87,4% de aprovação em teste com 20 linguagens de programação.
- Precisão na tradução de código legado para linguagens modernas chega a 97,9%.
- COBOL ainda sustenta 40% dos sistemas bancários online e 95% das transações em caixas.
- OpenAI alerta que automação total não é recomendada e exige revisão de engenheiros.
Segundo a OpenAI (via BleepingComputer), o COBOL ainda sustenta 40% dos sistemas bancários online e 95% das transações em caixas eletrônicos no mundo. O Fortran, por sua vez, roda cálculos complexos em modelos de previsão do tempo e em verificações de segurança de reatores nucleares.
O peso do COBOL e do Fortran ainda hoje
Linguagens como COBOL, Fortran e Visual Basic carregam responsabilidades imensas, mas têm pouca documentação disponível para modelos de IA. O fato de o COBOL responder por quase todo o dinheiro que sai dos caixas eletrônicos mostra o tamanho do desafio. Sem engenheiros que dominem essas linguagens – cada vez mais raros – a modernização vira um gargalo caro e arriscado.
40%
dos sistemas bancários online rodam em COBOL
GPT-6 dispara nos testes com código antigo
Para medir o quanto os novos modelos evoluíram, a OpenAI criou o MultiLangBench, um teste que pede à IA para construir um motor de banco de dados do zero em 20 linguagens diferentes. O GPT-6 Astra alcançou 87,4% de aprovação média – contra 26,8% da geração anterior. Em COBOL, a taxa passou de 10,9% para 72,1%; em Fortran, foi para 83,5%.
Esses números mostram que a IA finalmente começa a entender as peculiaridades de linguagens que poucos humanos dominam. É um salto e tanto, mas a OpenAI faz questão de lembrar que a automação total ainda não é recomendada.
Precisão na migração salta de 5% para 97%
O teste mais impressionante veio na tradução de programas antigos para linguagens modernas como Python, Java, C++ ou Rust. Com esforço de raciocínio baixo, o GPT-6.1 Sol atingiu 86,6% de precisão. Para comparação, o modelo anterior (GPT-5.6 Sol) ficava em meros 5,4%. Aumentando o esforço de raciocínio, a precisão subiu para 97,9%, preservando regras complexas como arredondamento e tratamento de dados faltantes.
Mesmo com resultados impressionantes, a OpenAI alerta que empresas não podem simplesmente automatizar tudo e sair de férias. A modernização de infraestrutura bancária ainda exige engenheiros de software experientes para revisar e testar cada linha antes da implantação. Mas ter uma ferramenta de IA que faz o trabalho pesado vai economizar milhões de dólares e anos de trabalho tedioso.
Quem quiser ver na prática o que o GPT-6 é capaz pode testar os modelos Astra, Sol e Luna, que a OpenAI colocou também no Google Cloud, quebrando a exclusividade com a Microsoft.
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O avanço do GPT-6 mostra que a inteligência artificial está pronta para mexer em um dos maiores calos da tecnologia: o software antigo que ninguém quer tocar. Bancos, seguradoras e governos que dependem de COBOL e Fortran têm agora uma ferramenta poderosa – e mais segura – para entrar no século XXI sem ter que refazer tudo do zero.
Fonte: Android Headlines
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