Preço da RTX 5090 dispara 370% nos eua, mas Brasil fica de fora do reajuste

Nunca foi tão caro ter uma placa de vídeo topo de linha na mão. A RTX 5090, lançada como a GPU mais potente da NVIDIA na arquitetura Blackwell, custa hoje nos Estados Unidos 370% acima do preço sugerido de lançamento, o que significa mais de US$ 9 mil (cerca de R$ 50 mil em conversão direta). O dado é de um levantamento do Tech Spot, repercutido pelo Wccftech, e mostra que toda a linha RTX 50 encareceu de forma brutal ao longo de 2026.
370%
de aumento da RTX 5090 sobre o MSRP nos EUA
Fonte: Tech Spot / Wccftech

Mas, num raro alívio para o bolso do brasileiro, o Brasil aparece como a única região que não registrou alta expressiva desde fevereiro. A placa que dispara globalmente ainda não refletiu essa onda de reajustes por aqui.
RTX 5090: de US$ 2 mil a quase US$ 10 mil
Segundo o levantamento, a placa já tinha batido US$ 3 mil (cerca de R$ 16.264) no fim do ano passado e não parou de subir. Em outubro, passou dos US$ 9 mil (cerca de R$ 48.791) nos Estados Unidos. O salto foi acelerado nos últimos meses por uma combinação de componentes mais caros (o que a indústria chama de “RAMpocalypse”) e pelos rumores de descontinuação da placa.
No fim de outubro, a Nvidia negou que a RTX 5090 tenha saído de linha, mas um parceiro já não conseguia mais encomendar o chip com memória. O efeito prático foi o mesmo: a escassez empurrou os preços para cima.
O levantamento mostra que, nos Estados Unidos, a RTX 5090 subiu 36% num único mês (outubro ante setembro). Em países como Alemanha, Austrália, Filipinas e Holanda, a alta mensal passou de 40%.
Toda a linha RTX 50 encareceu, e muito
Não foi só a placa mais cara que disparou. O Tech Spot compilou os preços de todos os modelos da geração RTX 50, e o resultado mostra uma escalada generalizada:

- RTX 5080: 120% acima do MSRP nos EUA e 77% acima na média global.
- RTX 5070 Ti: 67% acima do MSRP nos EUA.
- RTX 5070: 64% acima nos EUA; média inferior a 10% na maioria das regiões em outubro.
- RTX 5060 Ti 16 GB: 84% acima nos EUA (perto de US$ 800 (cerca de R$ 4.337)), o maior salto proporcional entre as placas de entrada, por conta da VRAM extra.
- RTX 5060 Ti 8 GB: 40% acima nos EUA; 24% na média global.
- RTX 5060: alta similar à dos demais modelos da linha.
- RTX 5050: 68% acima nos EUA (de US$ 260 (cerca de R$ 1.410) para US$ 420 (cerca de R$ 2.277)); 41% globalmente.
A RTX 5050, que na estreia foi criticada por entregar pouco pelo preço, virou a opção 8 GB mais barata da geração, e continua subindo.
Brasil escapa do tsunami de preços (por enquanto)
O levantamento aponta um dado curioso: o Brasil é a única região que praticamente não viu aumento desde fevereiro de 2026. Enquanto o resto do mundo registrou altas de dois dígitos em outubro sozinho, o mercado brasileiro segurou os preços das GPUs RTX 50.
A fonte não detalha os valores exatos praticados no país nem as razões, pode ser efeito de estoques comprados antes da disparada global, demanda menor ou câmbio descolado da alta internacional. O fato é que, pela primeira vez em muito tempo, o consumidor brasileiro não está na ponta mais dura da facada.
Não há garantia, porém, de que o fôlego dure. Com o preço dos componentes (memória VRAM, PCB) subindo diariamente, como aponta a própria fonte, é questão de tempo até o mercado local sentir o reflexo, a não ser que os estoques atuais deem conta de segurar a onda.
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A alta dos preços já dura o ano inteiro e, com a demanda por memória aquecida por outros segmentos (como IA), não há sinal claro de arrefecimento. A pergunta que fica é: até onde o mercado de GPUs consegue empurrar o preço antes de o consumidor dizer chega?
Valores em reais convertidos pela cotação de fechamento do Banco Central de 30/10/2026 (US$ 1 = R$ 5,42). Conversão direta, sem impostos nem taxas de importação.
Fonte: Wccftech
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