Samsung desafia durabilidade de seus OLED dobráveis com robô atirando bolas de basquete na CES 2026

Imagem: Ilustração.
Durabilidade é ponto-chave para as telas OLED dobráveis do Galaxy Z e, para provar que evoluíram muito, a Samsung replicou um quadra de basquete na CES 2026. Antes que você pergunte, sim: um braço robótico está arremessando bolas de basquete de verdade contra 18 painéis flexíveis – e eles seguem intactos.
No estande da Samsung Display, o “Robot Basketball” é só o começo de uma série de testes extremos pensados para mostrar que, mesmo em casos de uso mais aventureiros, a tela não trinca nem perde o display. É uma jogada ousada para um público que sabe que, no Brasil, o conserto de uma tela dobrável pode ultrapassar facilmente R$ 2.000.
Robot Basketball: quando pegar leve não faz parte do plano
Logo na entrada, um painel de basquete com alvos marca o ritmo. Cada um dos 18 displays está preso a um suporte semelhante a uma tabela oficial, enquanto um braço mecânico repete arremessos em sequências rápidas. A ideia é acelerar o desgaste natural e simular impactos imprevisíveis, como alguém esbarrar no celular durante o jogo.
- Quantidade de painéis: 18 unidades de OLED dobrável
- Tipo de impacto: bolas de basquete padrão (cerca de 600 g)
- Mecanismo: braço robótico programado para replicar arremessos de diferentes ângulos
Segundo a matéria da SamMobile, após centenas de tentativas, as telas seguiram operacionais, sem trincas visíveis ou distorção de imagem. Na prática, isso significa menos dor de cabeça e menos idas à assistência técnica, algo que qualquer dono de Galaxy Z Fold ou Z Flip vai valorizar.
Testes de queda de esfera de aço: comparativo com a concorrência
Não bastou só arremessar basquete. A Samsung também deixou cair esferas de aço — cada uma pesando alguns gramas — de uma altura fixa de 30 centímetros sobre outros painéis. O objetivo? Colocar frente a frente sua tecnologia e a de rivais diretas, mostrando quem vence no confronto direto.
Resultado: os painéis da Samsung Display continuaram normais, sem danos estruturais ou alterações na reprodução de cores. Já as amostras concorrentes apresentaram riscos superficiais e até pequenas falhas de touch em alguns pontos.
Display automotivo resiste ao frio extremo
Calma que tem mais. No mesmo estande, para provar versatilidade além dos foldables, a Samsung Display colocou suas telas automotivas dentro de um refrigerador gigante. A -20 °C, elas mantiveram um tempo de resposta de 0,2 milissegundos — exatamente o mesmo desempenho registrado à temperatura ambiente. Spoiler: rival não conseguiu acompanhar esse nível de performance.
Essa prova de fogo é importante para carros elétricos, pois garante que, mesmo em regiões frias do Brasil — como o Sul no inverno —, a central multimídia não vai “travar” nem atrasar na resposta ao toque.
O que isso significa para você
Para quem pensa em investir num Galaxy Z Fold ou num veículo com OLED interno, esses testes mostram que a tecnologia está mais sólida. Na prática, há menor risco de surpresas desagradáveis, seja um impacto acidental ou temperaturas extremas.
E não para por aí: segundo a Samsung, essas demonstrações fazem parte de um programa contínuo de qualidade e pesquisa que envolve parcerias com montadoras e laboratórios independentes. Em breve, a empresa promete compartilhar dados mais detalhados dessas validações.
Na próxima atualização do Galaxy Z ou no seu próximo carro top de linha, saber que um robô dá bolinhas de basquete para o seu display desafiando a resistência pode virar o diferencial que faltava.


