Samsung Galaxy Watch Ultra 2 é oficial: bateria maior, tela mais brilhante e dive rating
Samsung lança Galaxy Watch Ultra 2 no Brasil com bateria 35% maior, tela de 5.000 nits e certificação para mergulho.


A Samsung resolveu ouvir o que os donos do primeiro Galaxy Watch Ultra pediam e, pasmem, fez exatamente o que era esperado. O Galaxy Watch Ultra 2 chega com uma bateria 35% maior, um display que chega a 5.000 nits de brilho e uma certificação que finalmente permite mergulhar de verdade com o relógio no pulso. Tudo isso em uma caixa de titânio 12% mais fina que a da geração anterior. Alguém na Coreia do Sul estava de bom humor.
O preço sugerido no Brasil é de R$ 4.999. A grande questão é: quando foi que a gente normalizou smartwatches nessa faixa de custo para o consumidor final? Ele sai mais caro do que grande parte dos smartphones à venda no país. Mas apesar disso, é importante ressoltar que os relógios da Samsung costumam cair de preço logo nos primeiros meses.
Uma bateria que promete durar
O grande trunfo do Watch Ultra 2 está sob a sua capacidade de ficar “acordado”. A Samsung encaixou uma célula de 800mAh no corpo do relógio, um salto considerável em relação aos 590mAh do modelo anterior. O mais impressionante é que a empresa conseguiu fazer isso enquanto reduzia a espessura do case em 12%, que agora mede 10,7 mm. É o tipo de mágica de engenharia que faz a concorrência coçar a cabeça.
Nos testes com um carregador Samsung de 45W, o relógio foi de 0 a 100% em 1 hora e 34 minutos. O primeiro Watch Ultra, com bateria menor, levava 1 hora e 48 minutos para a mesma tarefa. A eficiência melhorou, e o tempo de recarga também.
Tela de 5.000 nits para encarar o sol
O display Super AMOLED de 1,52 polegada agora atinge picos de 5.000 nits de brilho, contra 3.000 nits do antecessor. Na prática, isso significa que você vai conseguir ler as notificações mesmo sob o sol do meio-dia sem precisar fazer sombra com a mão. O vidro de safira continua protegendo a tela contra arranhões e impactos, o que é bom para quem leva o relógio para a trilha ou para a obra.
Processador novo e mais fluidez
A Samsung trocou o processador Exynos W1000 pelo Snapdragon Wear Elite da Qualcomm, um chip de 5 núcleos fabricado em 3nm. A mudança de fornecedor trouxe ganhos reais de desempenho: os aplicativos abrem mais rápido, as animações são mais suaves e a navegação pelo sistema é visivelmente mais fluida. O chip também ajuda na eficiência energética, o que se traduz em mais horas longe do carregador. A decisão de migrar para a Qualcomm ecoa a estratégia vista recentemente nos smartphones da marca, que ajudou o Exynos a recuperar terreno no mercado global de chips.
O armazenamento interno foi dobrado para 64GB, espaço de sobra para música offline, mapas e aplicativos. A conectividade é LTE, mas a Samsung não incluiu suporte a 5G nesta geração. Quem esperava por isso terá que esperar pela próxima.
Certificado para mergulho de verdade
O Galaxy Watch Ultra 2 não é apenas resistente à água para nadar na piscina. Ele traz a certificação EN13319, que é o padrão internacional para equipamentos de mergulho. Isso se soma às já conhecidas classificações IP69K (resistência a poeira e jatos d’água de alta pressão) e MIL-STD-810H (padrão militar de durabilidade).
Na prática, você pode levar o relógio para um mergulho recreativo sem medo. O botão Quick Button, que retorna nesta geração, pode ser programado para iniciar um mergulho, uma corrida ou até a lanterna. A escolha é sua.
One UI Watch 9 e novos recursos de saúde
O software é o Wear OS 7 com a interface One UI Watch 9, que traz uma série de melhorias na usabilidade. Os widgets foram redesenhados, as animações estão mais suaves e a personalização do sistema ganhou opções extras. A Samsung também prometeu cinco grandes atualizações do sistema operacional para o Watch Ultra 2, um compromisso de longo prazo que agrada quem pensa em ficar com o relógio por alguns anos. Essa abordagem de suporte estendido lembra o que a empresa já faz com seus flagships, como o Galaxy S27, que já está sendo testado internamente com One UI 9.5.
No front da saúde, o relógio monitora frequência cardíaca, oxigênio no sangue, qualidade do sono, estresse, temperatura da pele e composição corporal. Os algoritmos foram atualizados para oferecer insights mais úteis, como o Energy Score e o Heart Health Score, em vez de apenas despejar números na tela. O acompanhamento de treinos cobre dezenas de modalidades, da corrida à natação, passando por ciclismo e caminhada.
Vale o upgrade?
Para quem já tem o primeiro Galaxy Watch Ultra, a pergunta é: a bateria maior e a tela mais brilhante justificam o custo extra? Se você leva o relógio para atividades extremas com frequência e sente falta de mais autonomia, a resposta provavelmente é sim. Para quem usa o relógio no dia a dia sem exigir tanto, o modelo anterior ainda dá conta do recado.
Para quem está chegando agora ao ecossistema Samsung, o Watch Ultra 2 é a escolha certa se o orçamento permitir. Quem não precisa de titânio, mergulho ou 5.000 nits pode olhar para o Galaxy Watch 9, que custa menos e faz o mesmo trabalho de saúde e Galaxy AI.
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O Galaxy Watch Ultra 2 chega em duas cores: Titanium Gray e Titanium Silver. A pré-venda já começou no site da Samsung.
Fonte: SammyGuru
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