Sony relança WH-1000XM4 com mesmo design e bateria que o usuário troca
Sony lança WH-1000XM4C, versão revisitada do clássico de 2020. Mantém design dobrável, som e ANC do original, mas ganha bateria substituível. Preço: US$ 298.

A Sony resolveu cutucar a nostalgia de quem ainda considera o WH-1000XM4 o melhor fone que a empresa já fez. O novo WH-1000XM4C é, para todos os efeitos, o mesmo fone de 2020 com alguns ajustes de frescor e uma novidade que está se tornando raridade: bateria que o usuário pode trocar.
Resumo
- Mesmo design dobrável e almofadas confortáveis do WH-1000XM4 original
- Bateria substituível pelo usuário por exigência de regras europeias (mas sem peças de reposição nos EUA)
- ANC com chip QN1 de 2020: bom, mas perde para rivais mais recentes
- Preço de US$ 298 (cerca de R$ 1.639), US$ 160 (cerca de R$ 880) abaixo do XM6 atual
- Sem Auracast no lançamento, apesar do Bluetooth 6.0

Lançado por US$ 298 (cerca de R$ 1.639), o XM4C não tenta esconder que está olhando para trás. Ele usa o mesmo processador QN1 de cancelamento de ruído, o mesmo driver de 40mm e o mesmo design dobrável que fez do XM4 um favorito dos viajantes. A diferença, segundo o The Verge, que testou o produto, é que ele chega por um preço bem mais amigável que o topo de linha atual, o WH-1000XM6 (que custa US$ 160 (cerca de R$ 880) a mais).
O design clássico, agora com bateria que sai
O XM4C mantém tudo o que o XM4 original tinha de bom: as almofadas de couro sintético são macias e confortáveis por horas, o fone dobra e vira um bloco compacto, e o case rígido com zíper continua na caixa. Até o conector de 3,5mm está lá, funcionando tanto no modo ligado (para usar o ANC) quanto com o fone desligado, caso a bateria acabe.

A grande mudança está por baixo das almofadas. A Sony redesenhou o encaixe delas para que saiam com as mãos, sem precisar de ferramentas. O motivo é a bateria substituível, uma exigência das novas regras da União Europeia para que a Sony possa vender o produto por lá. O problema, segundo a análise, é que a bateria de reposição não está à venda na América do Norte, e não há instruções claras de como fazer a troca. “Remover apenas os quatro parafusos prateados mais óbvios com setas apontando para eles não resolve”, escreveu o revisor.
Som e ANC: o mesmo de sempre, e isso é bom (e limitado)
Quem conhece o XM4 vai se sentir em casa. O som tem os graves encorpados de sempre sem dominar a cena, músicas como “bad guy”, da Billie Eilish, ganham peso e definição. O midrange pode soar levemente encoberto em comparação com o XM4 original, mas a Sony subiu o equalizador de cinco para dez bandas no aplicativo Sound Connect, e um pequeno ajuste entre 1kHz e 4kHz resolve a questão.
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Horas de bateria com ANC ligado
Fonte: Sony / The Verge
No cancelamento de ruído, o chip QN1 já mostra a idade. O XM4C abafa bem o ronco de ar-condicionado e caminhões do lado de fora, mas não chega aos pés do XM6 (que tem 12 microfones e o chip QN3) ou mesmo do Bose QuietComfort de segunda geração. “O ANC é sólido, mas não é mais topo de linha”, diz a análise. E há concorrentes mais baratos, como o Anker Soundcore Space 2, que oferecem desempenho parecido pela metade do preço.
O que ficou de fora
Uma ausência sentida é o suporte a Auracast e Bluetooth LE. O fone vem com Bluetooth 6.0, mas sem o perfil de áudio de baixa energia (LE Audio) que permite o recurso de compartilhamento de áudio em locais públicos. O XM5 e o XM6 têm, e existe a chance de o XM4C receber Auracast por atualização de firmware (como aconteceu com o XM5). Mas não vem de fábrica.

A bateria também encolheu: são 27 horas com ANC ligado, contra 30 horas do XM4 original. Ainda dá para passar dias sem recarregar, mas é uma redução que veio com a bateria removível.
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O WH-1000XM4C já está à venda nos Estados Unidos por US$ 298 (cerca de R$ 1.639). Não há previsão de lançamento no Brasil até o momento.
Valores em reais convertidos pela cotação de fechamento do Banco Central de 26/10/2026 (US$ 1 = R$ 5,50). Conversão direta, sem impostos nem taxas de importação.
Fonte: The Verge
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