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Tesla cria sistema que evita acidentes sozinho, mas 85% dos donos ficam de fora

Tesla lança sistema que evita acidentes automaticamente, mas exige assinatura de US$ 99/mês. Apenas 15% dos donos têm acesso. Entenda a polêmica.

Por Rockweew
3 min
Testa Roadster

A Tesla colocou no ar uma função que desvia o carro de colisões por conta própria. O Automatic Collision Evasion, como foi batizado, usa o sistema Full Self-Driving (FSD) para tomar ações evasivas radicais mesmo quando o motorista não ativou o piloto automático. Só que há um problema: menos de 15% dos donos de Tesla têm acesso a ele.

85%

donos de Tesla sem acesso ao recurso

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O recurso, que começou a ser distribuído na nova versão FSD V14, exige assinatura mensal de US$ 99 (cerca de R$ 503) e hardware específico (Hardware 4, presente em carros fabricados desde meados de 2023). Como resultado, cerca de 4 milhões de Teslas no mundo não contam com a proteção adicional.

Como funciona a evasão automática de colisão

Na prática, o sistema monitora o ambiente ao redor e, se detectar uma ameaça iminente — como um veículo saindo de uma via secundária sem olhar —, pode virar o volante e acelerar ou frear sem intervenção humana. Um relato publicado no site CleanTechnica descreve um caso em que o FSD V14 evitou uma colisão que o motorista sequer tinha visto.

O que é FSD (Full Self-Driving)? Sistema de direção autônoma avançada da Tesla, que requer assinatura e hardware específico.

A diferença para sistemas anteriores é que o Automatic Collision Evasion funciona mesmo que o FSD não esteja ativado no momento — desde que a assinatura esteja paga e a opção ligada no menu. É um avanço claro em segurança, mas condicionado a um pagamento recorrente.

O dilema moral e financeiro

O autor do texto original, um entusiasta da Tesla, levanta uma questão incômoda: por que um recurso com potencial de salvar vidas não é disponibilizado para todos os proprietários de veículos com capacidade técnica? Ele compara a atitude da Tesla com a da Volvo, que liberou a patente do cinto de segurança de três pontos gratuitamente em 1959.

Do ponto de vista do consumidor brasileiro, a polêmica ainda parece distante. A Tesla não homologou oficialmente o FSD no Brasil nem oferece o sistema por assinatura. Enquanto Elon Musk promete pistas de looping e carros voadores, os donos brasileiros de Tesla continuam sem acesso a nenhum nível de direção autônoma avançada.

A saída sugerida pelo autor seria incluir uma taxa única de US$ 500 (cerca de R$ 2.541) no preço de cada veículo novo, eliminando a assinatura mensal e garantindo o recurso a todos. Mas a Tesla não sinalizou qualquer mudança nesse sentido.

O que está em jogo

Com mais de 5 milhões de carros equipados com HW4 desde 2023, a base instalada para o Automatic Collision Evasion é enorme. Se a Tesla ampliar o acesso, pode reduzir significativamente o número de acidentes — e, claro, fortalecer a imagem da marca. Por outro lado, manter a assinatura garante receita recorrente em um momento de margens apertadas.

A decisão, no fim das contas, é um teste sobre o quanto a empresa coloca a segurança à frente do lucro. Para quem já paga os US$ 99 (cerca de R$ 503), o novo recurso é um belo extra. Para os outros 85%, fica a sensação de que estão dirigindo um carro com potencial de proteção que continua trancado.

Valores em reais convertidos pela cotação de fechamento do Banco Central de 16/10/2026 (US$ 1 = R$ 5,08). Conversão direta, sem impostos nem taxas de importação.

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Fonte: CleanTechnica

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Rockweew

Escrito por

Rockweew

Vivi a era Habbo, Orkut e afins... claramente a melhor fase pop da internet. Aqui tento noticiar o diverso mundo mobile, mas não se surpreenda se eu publicar algo sobre música, entretenimento e tecnologia em geral.