Teste independente confirma: Windows 11 26H2 fica mais leve e mais rápido

A Microsoft prometeu que o Windows 11 26H2 é “até 20% mais responsivo”, e quem tem memória fresca de promessas de desempenho que não saíam do papel tinha todo o direito de desconfiar. Dessa vez, porém, a conversa é outra.
5% para 1%
Queda no uso de CPU com o sistema ocioso após a atualização
Fonte: How-To Geek
O site How-To Geek fez o que a propaganda não faz: botou a mão na massa. Num laptop ASUS com 16 GB de RAM, o jornalista comparou o Windows 11 antes e depois da atualização para o 26H2, e encontrou melhorias reais em pontos específicos. A Microsoft já tinha soltado números de laboratório na terça (3), e hoje mesmo corrigiu 4 dos 5 bugs conhecidos do 26H2. O teste agora mostra o que muda no dia a dia.
CPU mais folgada e processos menos famintos
A primeira surpresa veio do Task Manager. Com o laptop parado (idle), o uso de CPU caiu de 5% para 1% depois da atualização. Com a carga de trabalho normal do jornalista, uma coleção de apps abertos, o consumo caiu de 7% para 2%.%.


A memória usada por processos específicos também encolheu de forma expressiva. O processo Search do Windows, que consumia 49,2 MB, passou a usar 1,3 MB. O Windows Explorer caiu de 131,3 MB para 92,9 MB, e o Desktop Window Manager foi de 69,5 MB para 62,8 MB.
A Microsoft havia dito que a atualização melhora “o gerenciamento de memória e a eficiência em todo o Windows” para manter mais recursos focados no que o usuário está fazendo. A empresa também afirmou que o sistema agora consegue manter até 2 GB a mais de dados ativos na memória, em vez de jogá-los no armazenamento mais lento. Os números do teste encaixam nessa história, mas com uma ressalva importante.
Onde o ganho aparece (e onde ele some)
A melhoria mais palpável do teste foi no app Settings. Antes da atualização, ele levava cerca de 1,75 segundo para abrir. Depois, caiu para aproximadamente 1 segundo, uma redução de quase um terço no tempo de espera. Para quem vive abrindo o app para ajustar dispositivos ou resolver problemas, a diferença é sentida.
Já o Start, o Windows Search, o File Explorer, o menu de contexto e o Snipping Tool eram tão rápidos antes da atualização que o testador não conseguiu notar diferença depois. Como ele mesmo resume: se um app já abre instantaneamente, não há muito o que melhorar.
Outro dado que chama atenção: o uso total de RAM praticamente não mudou. Com o sistema ocioso, ficou em 7,2 GB antes e depois. Sob carga de trabalho ativa, subiu de 11,2 GB para 12,0 GB. A Microsoft destacou que as melhorias de memória são mais sentidas em PCs com 8 GB de RAM, onde promete até 40% mais rapidez em multitarefa. O laptop usado no teste tem 16 GB, então o ganho ali aparece menos.
O veredito do teste: melhoria real, mas depende da máquina
O jornalista do How-To Geek admite que foi surpreendido. Esperava ceticismo e saiu “mais impressionado do que imaginava”. As melhorias que encontrou batem com o que a Microsoft disse que o 26H2 foi feito para entregar: menos consumo de CPU, processos mais enxutos e um sistema que responde mais rápido, especialmente nos pontos em que antes havia espera.
Num PC mais modesto ou com menos memória, a diferença tende a ser maior. Numa máquina já rápida, as mudanças são mais de bastidor: o Windows simplesmente usa menos recursos para fazer a mesma coisa, o que a longo prazo ajuda na fluidez.
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O Windows 11 26H2 já está sendo liberado gradualmente. Quem segurou a atualização por causa dos bugs agora tem 4 dos 5 corrigidos, e um teste independente que mostra que, desta vez, o marketing não veio sozinho.
Fonte: How-To Geek
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