Microsoft confirma otimização de RAM no Windows 11 para rodar bem com apenas 8 GB
Microsoft confirmou planos para reduzir o consumo de RAM do Windows 11 em PCs com 8 GB, pressionada pela escassez de memória causada pela corrida por IA.

A Microsoft finalmente admitiu o que boa parte dos usuários já sentia na pele: o Windows 11 consome memória demais para a realidade dos notebooks que chegam às lojas hoje. Pavan Davuluri, presidente da divisão Windows e Devices, publicou no site oficial da empresa um compromisso formal de reduzir o consumo de RAM do sistema operacional, com foco especial em máquinas com 8 GB de memória.
O anúncio não é só uma promessa vaga. Davuluri detalhou três frentes de trabalho: redução do footprint geral do Windows antes mesmo de o usuário abrir qualquer aplicativo, ajustes contínuos no WinUI 3 para que os apps construídos sobre ele consumam menos memória por padrão, e ganhos de eficiência nos componentes Chromium e WebView2 que aparecem dentro do próprio sistema.
Por que a Microsoft resolveu agir agora
A resposta curta é: a IA virou o mercado de cabeça para baixo. A corrida por chips e memória para treinar e rodar modelos de inteligência artificial sugou boa parte da oferta global de RAM, e o preço dos módulos subiu junto. O resultado prático é que os fabricantes de notebooks voltaram a encher as prateleiras com configurações de 8 GB, que eram consideradas insuficientes até pouco tempo atrás.
O problema é que o Windows 11 não foi projetado para se virar bem nesse cenário. Testes publicados anteriormente mostraram que um notebook com 8 GB rodando o sistema da Microsoft chegava a consumir 70% da memória disponível sem que o usuário tivesse aberto uma única janela. Em outras palavras, o sistema já chegava estressado antes de qualquer trabalho real começar.
A Apple, por outro lado, saiu na frente. O MacBook Neo, lançado recentemente com 8 GB de RAM unificada, virou referência de desempenho nessa faixa de memória graças à arquitetura do chip M-series, que trata a memória de forma muito mais eficiente do que a combinação tradicional de processador Intel ou AMD com RAM DDR5 no Windows. A Microsoft quer recuperar esse terreno perdido.
O que a Microsoft prometeu, nas próprias palavras da empresa
No texto publicado por Davuluri, a empresa descreve o objetivo assim: “Reduzir o footprint de memória do Windows para entregar uma experiência rápida e responsiva nos PCs que os clientes usam no dia a dia.” A declaração aparece dentro de uma lista de compromissos de melhoria do sistema, o que indica que a otimização de RAM é prioridade formal, não só intenção.
Sobre as mudanças técnicas em andamento, a empresa afirmou: “Introduzimos melhorias na eficiência de memória do Windows, desde o uso de um alocador de memória mais eficiente para reduzir overhead em apps e componentes, passando pelo ajuste contínuo do WinUI 3 para que os apps construídos sobre ele usem menos memória por design, até ganhos de eficiência nos componentes Chromium e WebView2 quando aparecem no sistema operacional.”
O que isso significa na prática para quem usa um PC com 8 GB
Do ponto de vista de quem compra um notebook hoje, a situação ainda está longe do ideal. Abrir algumas abas no Chrome, manter um editor de texto e rodar qualquer ferramenta de IA local ao mesmo tempo já é suficiente para travar uma máquina com 8 GB no Windows 11. Quem tem 16 GB sente o sistema respirar melhor, mas mesmo assim percebe o consumo elevado em tarefas simples.
A promessa da Microsoft é que as otimizações cheguem por atualização, sem exigir troca de hardware. Se a empresa entregar o que prometeu, notebooks mais baratos com 8 GB podem se tornar opções viáveis para uso cotidiano, e não apenas para tarefas básicas como edição de texto e videoconferência.
O prazo, porém, ainda não foi divulgado. E a escassez de memória, segundo projeções do setor, deve se estender até 2028, o que significa que 8 GB vai continuar sendo a configuração padrão de entrada por um bom tempo. A Microsoft não tem muito espaço para enrolar.
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Com o compromisso público feito, o próximo passo é acompanhar se as atualizações do Windows 11 vão de fato mudar a experiência de quem usa máquinas mais modestas. Por enquanto, a orientação prática continua sendo a mesma: se você puder escolher, prefira 16 GB. Mas, se 8 GB for o que cabe no orçamento, pode ser que o Windows finalmente aprenda a se virar com o que tem.
Fonte: Wccftech
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