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Microsoft promete escolha no Windows 11, mas tira opções uma a uma

Por Redação TecStudio
4 min
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Windows 11

A Microsoft vende o Windows 11 como um sistema feito para todo mundo, daqueles que deixam você usar o computador do seu jeito. O problema é que, na prática, o controle do usuário sobre o próprio PC está encolhendo faz tempo, e a empresa não está fazendo questão de esconder.

Illustration showing a Windows sign-in screen where the 'Local Account' option is crossed out, next to a closed blue door labeled 'Closed!', surrounded by red prohibition symbols.
A opção de conta local no Windows 11: existe, mas a Microsoft faz de tudo para esconder o caminho. Imagem: How-To Geek
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Aos poucos, opções que existiam estão sumindo. Umas viram labirinto dentro das telas de configuração. Outras, simplesmente não funcionam mais como antes. E, em alguns casos, a única saída é um software de terceiros para recuperar o que a Microsoft tirou.

Conta local no Windows 11: a opção existe, mas a Microsoft esconde

Ainda é tecnicamente possível instalar o Windows 11 sem conectar à internet e sem registrar uma conta Microsoft. Tecnicamente. Porque a empresa faz de tudo para que ninguém descubra esse caminho.

Perguntas frequentes

Ainda dá para instalar Windows 11 com conta local?

Sim, mas o caminho está cada vez mais escondido. A opção só aparece se você instalar sem conectar à internet. Uma alternativa é usar o Rufus, que modifica a mídia de instalação e ativa a conta local direto.

Preciso ativar o Windows 11 para usar?

Não. A Microsoft não obriga mais a ativação. O sistema funciona com algumas limitações e uma marca d'água no canto da tela.

Dá para desinstalar o Edge do Windows 11?

Depende de onde você mora. Na União Europeia, o DMA obriga a Microsoft a permitir a desinstalação. No resto do mundo, o botão fica cinza.

Resultados de busca sempre abrem no Edge?

Você pode mudar o navegador padrão nas configurações, mas links de resultados da web no campo de busca do sistema continuam abrindo no Edge com o Bing.

A opção de criar uma conta local, aquela clássica, sem depender de e-mail e senha da Microsoft, está cada vez menos visível. A empresa já vem reduzindo o destaque dela há algum tempo, e hoje o jeito mais prático de garantir que a conta local apareça é usar ferramentas como o Rufus, que permite modificar a mídia de instalação do Windows e ativar a opção direto.

Não é um problema para quem tem paciência e conhece o caminho, mas para o usuário comum a mensagem é clara: a Microsoft quer todo mundo dentro do ecossistema online. Tanto que, ironicamente, a empresa já nem obriga mais o usuário a ativar o Windows, algumas limitações e uma marca d’água são o único preço de rodar o sistema sem licença. Agora, comprar apps na Windows Store ou assinar o Game Pass, isso pode.

Edge: você pode escolher outro navegador, mas não se livrar dele

Parece que a Microsoft aprendeu com o passado. A empresa enfrentou batalhas judiciais por empacotar o Internet Explorer com o Windows 98. Hoje, a abordagem é mais sutil, mas igualmente incômoda.

Você pode instalar qualquer navegador de terceiros no Windows 11, sem restrições. Mas o Edge continua sendo o padrão do sistema para abrir certos tipos de arquivo e link. Se você pesquisar algo no campo de busca do sistema e clicar num resultado da web, ele abre no Edge e faz a busca pelo Bing, independentemente de qual navegador você escolheu como padrão.

O mais revelador é o que muda de acordo com o lugar do mundo onde você mora. Quem vive na União Europeia pode, graças ao Digital Markets Act (DMA), desinstalar o Edge do Windows 11 como qualquer outro aplicativo. Fora da Europa, o botão de desinstalar aparece cinza, porque a Microsoft trata o Edge como um “componente central do sistema”.

Por que a Microsoft está pisando em ovos, e tirando escolhas

O Windows nunca esteve numa posição tão frágil quanto agora. Aplicativos rodam no navegador independentemente do sistema operacional, distribuições Linux como Mint e Zorin entregam tudo que o usuário casual precisa, e até os gamers estão migrando para o Linux com o avanço da compatibilidade com jogos. Sem falar no macOS, que vem ganhando espaço com hardware acessível e um sistema polido, intuitivo e sem anúncios.

Do lado de dentro da Microsoft, as críticas dos usuários não são ignoradas. A empresa já anunciou, por exemplo, que vai trazer de volta a opção de mover a barra de tarefas, algo que havia sido removido. A decisão de excluir o recurso, segundo a Microsoft, foi de propósito. Ainda assim, a sensação de que as escolhas estão sendo arrancadas aos poucos incomoda quem usa o sistema há anos. A diferença é que, hoje, o usuário tem para onde ir.

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Fonte: How-To Geek

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