Apple estuda tela redonda e designs radicais para o futuro do Apple Watch
A Apple estuda telas redondas e modelos sem display para o Apple Watch, segundo a Bloomberg. Mudanças radicais ainda levam anos para chegar ao mercado.

A Apple está repensando o Apple Watch do zero. Segundo o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, a empresa está avaliando formas e tamanhos completamente diferentes dos que usa até hoje, incluindo relógios com tela circular e acessórios fitness sem tela nenhuma. Seria a maior virada na história do produto desde o seu lançamento, em 2015.
A reportagem de Gurman, publicada neste sábado (9), detalha que a Apple sente a pressão crescente de concorrentes. A empresa estaria respondendo a essa ameaça com uma revisão que vai além de cor nova e chip mais rápido.
O que a Apple está considerando para o Apple Watch
De acordo com a Bloomberg, a Apple está olhando para extremos opostos do mercado ao mesmo tempo. No topo, modelos mais premium com novos formatos. Na base, opções mais acessíveis que possam atrair quem nunca entrou no ecossistema de wearables da marca. Entre as possibilidades em análise estão telas redondas, que romperiam com o formato quadrado adotado em todos os modelos até hoje, e acessórios sem display algum, voltados para quem prioriza saúde e treino sem a distração de uma tela no pulso.
A maior concorrente da Apple no segmento possui dispositivos que atendem esses dois cenários. Com sua linha Galaxy Watch e o anel inteligente Galaxy Ring, a Samsung já capinou o terreno.
Nada está perto de chegar às lojas
Antes de criar expectativa demais: a Bloomberg deixa claro que nenhuma dessas ideias foi aprovada internamente. A Apple ainda está na fase de explorar possibilidades, e qualquer produto radicalmente diferente do que existe hoje deve levar anos para chegar ao mercado. Na prática, isso significa que o Apple Watch que você vai ver nas prateleiras em 2025 e 2026 ainda segue a fórmula conhecida.
Neste ano, a Apple deve apresentar o Apple Watch Series 12 e o Apple Watch Ultra 4, com novos processadores, opções de cores e melhorias nas funções de saúde e fitness. Os dois modelos devem ser revelados no evento anual de setembro da empresa, o mesmo que deve marcar a estreia do iPhone 18 Pro, cujo preço já preocupa analistas. Além disso, a Apple deve anunciar também o primeiro iPhone dobrável da marca, que pode chegar com o nome de iPhone Ultra, segundo a Bloomberg.
Por que esse movimento importa
O Apple Watch dominou o mercado de smartwatches por anos, mas o crescimento do segmento de dispositivos fitness sem tela acendeu um sinal de alerta em Cupertino. O Galaxy Ring, por exemplo, ganhou tração justamente por ser discreto e focado em dados de saúde sem exigir que o usuário fique olhando para o pulso. A pressão vem também de outros produtos da rival Samsung, que recentemente lançou uma versão renovada do seu topo de linha para wearables. A Apple parece entender que defender o território vai exigir mais do que iterações anuais com o mesmo design de sempre.
Do ponto de vista do consumidor brasileiro, a mudança mais relevante no curto prazo ainda é o Series 12, que deve chegar com preço atualizado e as melhorias incrementais de sempre. O redesign radical, se vier, é história para daqui a alguns anos.
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O evento de setembro da Apple promete ser um dos mais movimentados dos últimos anos, com iPhone dobrável, novos Apple Watches e, agora, a confirmação de que a empresa está de olho em um futuro bem diferente para o relógio que ajudou a criar a categoria.
Fonte: 9to5Mac
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