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FAA propõe correção em Boeing 787 após risco de falha dupla dos motores

Correção Boeing 787 é proposta pela FAA após risco de falha dupla dos motores. Medida afeta 22 aeronaves nos EUA e exige modificação no capô do motor.

Felipe Victor
Felipe Victor
3 min
Atualizado:
Boeing 787
Imagem: LATAM Airlines

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) propôs uma modificação obrigatória no capô do motor de certos Boeing 787 Dreamliners. A medida foi tomada depois que a Boeing identificou que detritos de uma falha grave em um motor poderiam danificar componentes críticos do outro e causar a parada dos dois motores durante o voo.

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A proposta de diretriz de aeronavegabilidade (AD) se aplica a modelos 787-8, 787-9 e 787-10 equipados com motores Rolls-Royce Trent 1000. A FAA estima que 22 aeronaves registradas nos Estados Unidos seriam afetadas.

O problema no capô do motor

O problema está no capô do motor esquerdo do motor direito da aeronave. A Boeing concluiu que a proteção atual não é suficiente para isolar várias linhas de óleo contra detritos que poderiam ser lançados por uma falha não contida do rotor no motor esquerdo. A FAA alertou que os destroços de uma falha desse tipo poderiam danificar o motor direito e levar à parada dupla dos motores em pleno voo.

A Boeing reportou o problema à FAA e desenvolveu as alterações para corrigi-lo. O fabricante emitiu um boletim especial em 19 de fevereiro de 2026, com instruções de inspeção e modificação para as aeronaves afetadas.

O que as operadoras precisam fazer

Pela proposta da FAA, as operadoras terão que verificar os registros de manutenção ou inspecionar o capô esquerdo do motor direito para determinar se uma das três peças com numeração afetada está instalada. As aeronaves com o capô problemático precisarão de modificação ou substituição da peça. A proposta também proíbe a instalação dos capôs afetados em aeronaves que ainda não os tenham.

A FAA estima que a verificação inicial de registros ou a inspeção exigirá três horas de trabalho por aeronave, a um custo de 255 dólares, ou 5.610 dólares para as 22 aeronaves registradas nos EUA cobertas pela proposta. A agência não forneceu um custo estimado para a modificação ou substituição do capô.

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Medida preventiva, não emergencial

A regra proposta decorre de uma questão de certificação, e não de um acidente ou incidente envolvendo um 787 em serviço. A preocupação é se a aeronave tem proteção suficiente caso uma falha não contida em um motor envie detritos de alta energia em direção ao outro. As aeronaves da categoria transporte são projetadas para que uma falha não contida do motor não impeça a conclusão segura do voo. Os padrões federais de certificação levam em conta especificamente os danos estruturais causados por esse tipo de falha.

A AD proposta tornaria as instruções da Boeing de fevereiro obrigatórias para as operadoras dos EUA afetadas. Os prazos de conformidade seguirão os do boletim da Boeing assim que a regra final entrar em vigor. A FAA está aceitando comentários públicos até 21 de setembro de 2026 antes de decidir se emitirá uma AD final.

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A proposta da FAA representa uma ação preventiva importante, mas ainda depende do período de comentários públicos. A decisão final sobre a obrigatoriedade da correção deve sair após setembro de 2026.

Fonte: AeroTime

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Felipe Victor

Escrito por

Felipe Victor

Engenheiro de Computação pela Universidade Federal de Ouro Preto. Desenvolvedor de Software, mas nas horas vagas, escrevo sobre ciência e tecnologia. Apaixonado por inovação e todas as suas atribuições ao conhecimento e ao desenvolvimento humano.