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A corrida para desenvolver dispositivos que armazenem uma grande quantidade de dados está acirrada. Cientistas de várias empresas como a IBM estão investindo todo seu conhecimento para desenvolver o futuro dos HD’s, que atualmente estão sendo substituídos por SSD’s.

Em um novo recorde mundial, a equipe da IBM conseguiu armazenar impressionantes 330 terabytes de dados não comprimidos – o equivalente a 330 milhões de livros – em um dispositivo chamado até então de “cartucho”.

Em fevereiro de 2016, noticiamos que uma Universidade no Reino Unido conseguiu trafegar 360 terabytes de informação em um disco de vidro desenvolvido por cientistas.

Apesar de trafegar mais dados do que a tecnologia da IBM, a IBM bate o recorde mundial com seu registro de 201 gigabits por polegada quadrada.

A tecnologia da IBM

O cartucho da IBM não é uma invenção recente. Em 1957, a companhia desenvolveu um desses cartuchos, chamados de “fita magnética” para armazenar documentos fiscais e registros de saúde.

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Uma seção transversal do protótipo de fita magnética por pulverização. (Imagem/Reprodução: Sony)

A Sony foi pioneira do desenvolvimento desta tecnologia. Antes mesmo da IBM, a companhia já havia construído versões de fitas magnéticas.

Para que os pesquisadores conseguissem os 201 gigabits por polegada quadrada, os pesquisadores da IBM tiveram que desenvolver várias novas tecnologias. A IBM trabalhou em estreita colaboração com a Sony por vários anos, particularmente ao permitir maiores densidades de gravação em areal.

“Os resultados desta colaboração levaram a várias melhorias na tecnologia de mídia, como a tecnologia avançada “roll-to-roll” para fabricação de fitas longas e melhor tecnologia de lubrificantes, o que estabiliza a funcionalidade da fita magnética”.

Mas será que as fitas magnéticas poderão substituir os HDs no futuro?

“Atualmente, a fita foi usada para arquivos de vídeo, arquivos de backup, réplicas para recuperação de desastres e retenção de informações na premissa, mas a indústria também está se expandindo para aplicativos fora da pré-instalação na nuvem”, disse Evangelos Eleftheriou, correspondente da IBM em uma declaração.

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Tabela mostra o avanço da tecnologia de fita magnética. (Imagem/Reprodução: IBM)

“Embora a fita de pulverização espelhada custe um pouco mais para a manufatura do que a fita comercial atual, o potencial para uma capacidade muito alta tornará o custo por terabyte muito atraente, tornando esta tecnologia prática para o armazenamento a frio na nuvem”.

É isso mesmo que você leu. Por enquanto, este dispositivo deve ser implementado para servidores Cloud, atendendo usuários corporativos.

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FONTEThe Verge
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Técnico em Informática e fundador do TecStudio. Apaixonado por astronomia, ciência, tecnologia, games, séries, cinema, música e arte. Estou no Instagram @phvictorr e em outras redes sociais.