Galaxy Z Fold 8 esgota no Japão e vende o dobro do Fold 7 na loja
Galaxy Z Fold 8 vende o dobro do Fold 7 em loja de Tóquio e esgota em todas as cores. Turistas latinos compram no Japão pela metade do preço. iPhone dobrável se aproxima.

A Samsung não consegue vencer o Japão em volume de vendas. A Apple ficou com 50,1% dos embarques de celulares no país no ano fiscal encerrado em março de 2026, e 51,6% dos smartphones especificamente. A Samsung terminou em terceiro, com 11%, atrás do Google. Mas algo está acontecendo em Tóquio que merece atenção, e não tem nada a ver com esses números.
O jornal sul-coreano Financial News enviou um repórter à Galaxy Harajuku, loja de experiência da Samsung, em uma segunda-feira à tarde. Um tufão passava pela cidade, e chovia com intervalos de sol. A mesa de demonstração do Galaxy Z Fold 8 ficou ocupada o tempo todo. Um funcionário disse ao jornal que o Fold 8 está vendendo cerca de duas vezes mais que o Fold 7 naquela loja, que as pré-vendas ficaram um pouco acima do dobro e que, na segunda-feira, o Fold 8 estava esgotado em todas as cores e capacidades. A própria loja online japonesa da Samsung também ficou sem algumas configurações, e o aparelho só foi lançado por lá em 7 de agosto.
É o relato de um funcionário em uma única loja, sem confirmação oficial da empresa. Mas não é a primeira vez que ouvimos essa história.
Em outubro passado, já havíamos reportado que o Galaxy Z Fold 7 quase dobrou as vendas no Japão em relação ao Fold 6. Se o Fold 8 está agora dobrando o Fold 7, não é um bom trimestre. É uma segunda duplicação consecutiva, e tem o formato de algo que está mudando em um mercado decisivo.
O que mudou de verdade
A parte interessante do relato do Financial News não é o esgotamento do estoque. É quem estava na mesa de demonstração.
Um rapaz na casa dos vinte anos disse ao repórter que o Galaxy Z Fold 8 foi a primeira vez que ele prestou atenção nos celulares da Samsung. Ele foi porque as pessoas ao redor estavam comentando. A amiga dele chamou o aparelho de fofo. Um funcionário disse que mulheres que acham o Flip pequeno demais e o Fold tradicional grande demais estão indo à loja especificamente para comparar com o Fold 8, e que a migração de usuários de iPhone e Pixel aumentou.
É uma questão de percepção, e a percepção é algo que a Samsung nunca conseguiu conquistar no Japão.
A mudança estrutural por trás disso é a distribuição. Em 2019, o Galaxy Fold original era vendido apenas pela operadora KDDI. Este ano, as quatro grandes operadoras do país vendem os dobráveis da Samsung: NTT Docomo, KDDI, SoftBank e Rakuten Mobile. Um celular que você só encontra em uma operadora é uma curiosidade. Um celular disponível em todas as operadoras é uma opção de verdade. Isso, somado a sete ou oito anos de presença no mercado, explica por que um funcionário pôde dizer ao jornal que a pergunta “por que dobrar um celular?” se transformou silenciosamente em “dobrável significa Galaxy”. A Samsung também já havia conquistado a liderança em vendas de celulares Android no Japão em janeiro, e a chegada de novas versões do sistema, como a One UI 9 beta para Galaxy S24, reforça o ecossistema da marca no país. A coroa do Android no Japão é um prêmio menor do que parece, porque o Android é a plataforma minoritária no país. Mas é preciso vencer essa batalha antes de qualquer outra.
A Samsung também já havia conquistado a liderança em vendas de celulares Android no Japão em janeiro. A coroa do Android no Japão é um prêmio menor do que parece, porque o Android é a plataforma minoritária no país. Mas é preciso vencer essa batalha antes de qualquer outra.
O número que importa
Mais um detalhe da loja. Enquanto o repórter estava lá, uma em cada quatro pessoas na mesa de demonstração era um visitante estrangeiro. Um funcionário disse que turistas da América Latina vêm especificamente ao Japão para comprar por causa da diferença de preço, e que dois visitantes mexicanos compraram um Fold 8 de 1 TB no dia anterior depois de calcular que o aparelho custava cerca da metade do preço no México.
O que esperar do iPhone dobrável
Tudo isso acontece cerca de um mês antes de a Apple colocar seu próprio dobrável à venda. A Samsung detém cerca de 60% do mercado de dobráveis no Japão hoje. Chegou lá ao longo de sete anos, uma operadora de cada vez, em um mercado que não a queria. A Apple chegará com 51,6% do mercado de celulares já no bolso e um dobrável para vender para esses clientes. Rumores sobre o design do dispositivo da Apple, como as câmeras frontais do iPhone Ultra, mostram que a empresa está inovando para competir.
O repórter do Financial News conseguiu a citação de encerramento perfeita sem precisar perguntar. Aquele rapaz de vinte e poucos anos que acabara de descobrir a Galaxy, aquele cuja amiga achou o celular fofo, disse o seguinte: quando o iPhone dobrável for lançado, ele planeja comparar os dois e então decidir.
A Samsung passou sete anos conquistando o direito de ser comparada. Agora é hora de descobrir se consegue competir também.
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Com o lançamento do iPhone dobrável se aproximando, a briga pelo mercado de celulares flexíveis promete esquentar. Para o consumidor brasileiro, a disputa pode significar mais opções e, quem sabe, preços mais competitivos no futuro.
Fonte: SammyGuru
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