Asus ProArt P16 tem design de Darth Vader e 128 GB de RAM para rodar IA local
Asus ProArt P16 RTX Spark: notebook de US$ 7.000 com 128 GB de RAM, tela OLED 4K e chip RTX Spark promete rodar IA local. Design impressionante, mas teclado e touchpad decepcionam. Primeiras impressões.

A Asus colocou no ar um notebook que parece ter sido criado para brigar de igual para igual com os MacBook Pros mais parrudos da Apple. O ProArt P16 RTX Spark custa US$ 7.000 (algo como R$ 38.000 em conversão direta) e vem com 128 GB de memória unificada, tela OLED de 16 polegadas e o novo chip RTX Spark da Nvidia, uma plataforma Arm para Windows que promete rodar modelos de IA localmente sem depender da nuvem.

O jornalista Brad Chacos, do PCWorld, passou alguns dias com a máquina e deixou claro: o hardware é de outro planeta. O chassi de metal é incrivelmente fino (0,51 polegada) e rígido, pesa só 3,95 libras (cerca de 1,8 kg) e parece um bloco sólido de Darth Vader. Mas nem tudo são flores — o teclado e o touchpad têm problemas que podem tirar do sério quem digita muito.
Uma tela OLED de respeito (com um senão externo)
A tela de 16 polegadas tem resolução 3840×2400, densidade de 283 PPI e taxa de atualização de 120 Hz. O painel OLED entrega pretos perfeitos e contraste de强, com cores que parecem saltar da superfície. A Asus ainda incluiu uma camada de toque e caneta, útil para quem trabalha com design.
O problema aparece ao ar livre: a tela reflete muito e, quando a luz do sol bate no ângulo certo, a camada de toque gera um efeito arco-íris que incomoda. O pessoal do Notebookcheck também notou granulação vinda dessa camada. Em ambientes internos, porém, o display é simplesmente espetacular.
Teclado e touchpad: amor e ódio num mesmo notebook
A experiência de digitação merecia ser impecável, mas não é. O touchpad gigante fica colado na barra de espaço, e o polegar do revisor esbarrava nele o tempo todo, fazendo o cursor pular para outras partes do texto. Pior: a própria barra de espaço falhava ao registrar pressionamentos, deixando palavras grudadas. Outro revisor, Dave James, do PC Gamer, encontrou problemas diferentes (teclas repetidas). Pode ser uma questão de lote, mas é preocupante para uma máquina de US$ 7.000 (cerca de R$ 35.268).
O som, por outro lado, é uma surpresa e tanto. O sistema de seis alto-falantes entrega graves de verdade e preenche o ambiente — coisa rara em notebooks.
128 GB de RAM… que só aparecem metade no sistema
Um detalhe que pode confundir: o Windows mostra apenas 64 GB de memória RAM disponível. Isso porque a arquitetura RTX Spark divide a memória unificada entre CPU (Grace) e GPU (Blackwell). É possível reconfigurar a partição via BIOS quando um projeto grande exigir mais memória para a placa de vídeo. A ideia é permitir que o chip gráfico acesse modelos de IA enormes, algo que GPUs convencionais com VRAM limitada não conseguem.

128 GB
Memória unificada total do notebook
Fonte: Asus
Conectividade é outro ponto forte: três portas USB4 de 40 Gbps, USB-A, HDMI, leitor de cartão SD Express 7.0 e entrada de fone. Tudo isso num corpo finíssimo.
O que esperar da experiência com RTX Spark
Ainda em fase de testes, o revisor adiantou que o desempenho da CPU em núcleo único é mediano, mas o multicore e a parte gráfica prometem muito, especialmente em cargas de trabalho de IA local. É aí que o RTX Spark quer fazer diferença: rodar modelos de linguagem, geração de imagem e outras tarefas pesadas sem depender de APIs pagas.
O ProArt P16 RTX Spark não é um notebook para todo mundo — o preço e o foco em criação e desenvolvimento afastam o consumidor comum. Mas, para quem precisa de potência bruta com mobilidade, a Asus entregou um hardware que, tirando os problemas de ergonomia, está anos-luz à frente da concorrência. Quem quiser comparar com os últimos lançamentos da Apple, vale dar uma olhada na renovação dos MacBook Pros.
Valores em reais convertidos pela cotação de fechamento do Banco Central de 22/10/2026 (£ 1 = R$ 6,74; US$ 1 = R$ 5,04). Conversão direta, sem impostos nem taxas de importação.
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Fonte: PCWorld
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