Líderes de estúdios do Xbox detestam Game Pass, diz jornalista
Líderes de estúdios do Xbox detestam o Game Pass por desvalorizar jogos, diz jornalista. Serviço pode perder lançamentos day-one e enfrenta crise de assinantes.

Imagem: Reprodução Sammobile
O Game Pass, serviço de assinatura que virou a bandeira do Xbox nos últimos anos, pode estar enfrentando uma crise interna mais profunda do que se imaginava. De acordo com o jornalista Jason Schreier, da Bloomberg, líderes de estúdios próprios da Microsoft detestam o serviço e acreditam que ele destruiu o valor dos jogos.
Em participação no podcast Triple Click, Schreier afirmou que, na visão desses executivos, o Game Pass desvalorizou títulos que custam US$ 40 ou mais, que agora podem ser jogados por uma fração desse valor na assinatura mensal. A declaração acendeu um alerta sobre o futuro do serviço, que já enfrenta queda de assinantes e uma margem de lucro apertada.
O que os líderes dos estúdios pensam do Game Pass
Segundo Schreier, a insatisfação é generalizada entre os chefes dos estúdios do Xbox. Eles argumentam que o modelo de assinatura canibalizou as vendas de jogos individuais — uma crítica que ecoa alertas de ex-executivos sobre o conflito entre ser plataforma e publisher. Um título como South of Midnight, que custa R$ 199, pode ser acessado por cerca de R$ 59,90 mensais no Game Pass, o que faz com que muitos consumidores optem por não comprá-lo.
“Tem muita gente na liderança dos estúdios do Xbox que detesta absolutamente o Game Pass e acha que ele destruiu o valor dos jogos”, disse Schreier. Para esses líderes, o serviço “tirou o valor de todos os jogos em geral” e se tornou “um prejuízo para a indústria”.
Futuro do Game Pass: dia um pode acabar
Apesar das críticas internas, Schreier acredita que o Game Pass não vai acabar. A estratégia, no entanto, deve mudar. A principal aposta do jornalista é que a Microsoft vai remover o lançamento day-one dos seus maiores títulos, ou seja, os jogos não vão mais estrear direto no catálogo da assinatura.
Isso já começou a acontecer com Call of Duty, e a tendência é que outros games de peso, como The Elder Scrolls VI, sigam o mesmo caminho. A ideia é que esses jogos entrem no serviço meses após o lançamento, quando a maior parte das vendas já tiver sido realizada.
A crise do Xbox e o peso do Game Pass
O momento do Xbox é delicado. A divisão já demitiu 3.200 funcionários e planeja cortar mais até julho de 2027. A base de assinantes do Game Pass caiu de 34 milhões para 30 milhões, e a margem de lucro do serviço é de apenas 3%, segundo um memorando interno da CEO Asha Sharma. Enquanto isso, a Sony já confirmou o fim dos discos físicos no PlayStation, sinalizando uma transição digital que também impacta o mercado.
Phil Spencer, que comandou o Xbox por anos, foi o grande defensor do Game Pass, mesmo contra a vontade de sua própria equipe. Com a saída de Spencer e a chegada de Sharma, a expectativa é que a nova liderança tenha mais liberdade para reavaliar o modelo de negócios.
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O futuro do Game Pass ainda é incerto, mas uma coisa parece clara: o modelo de assinatura que prometia revolucionar a indústria está passando por um duro teste de realidade dentro da própria Microsoft.
Fonte: Wccftech
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