Xbox Series X/S sobe de preço pela terceira vez em 15 meses: entenda
Xbox Series X/S sobe de preço pela terceira vez em 15 meses. Consoles ficam até US$ 150 mais caros a partir de agosto de 2026. Microsoft culpa alta de 2,5x em armazenamento e memória.

Imagem: Reprodução Sammobile
A Microsoft resolveu apertar ainda mais o bolso de quem pensa em comprar um Xbox Series X ou Series S. A partir de 1º de agosto de 2026, os consoles vão ficar entre US$ 100 e US$ 150 mais caros nos Estados Unidos, dependendo do modelo. É o terceiro aumento em pouco mais de um ano, e a empresa já avisou que a tendência é piorar.
Se esse aumento chegar por aqui, estamos falando de R$ 520 a R$ 780 que você terá que investir a mais se quiser levar um Xbox pra casa. Isso se você encontrá-lo no mercado brasileiro, em que a Microsoft diminuiu drasticamente a distribuição.
O anúncio foi publicado no Xbox Wire, o blog oficial da marca. Segundo a Microsoft, a culpa é da disparada nos preços de componentes essenciais, como armazenamento e memória. A empresa afirma que esses custos subiram 2,5 vezes e que espera uma nova duplicação em 2027. “A indústria inteira de eletrônicos está enfrentando a crise de componentes, mas o efeito é especialmente duro nos consoles”, diz o comunicado.
Quanto vai custar cada modelo de Xbox Series X/S
Os novos preços em dólar, já em vigor a partir de agosto, são estes:
- Xbox Series X 1TB (com leitor de disco): US$ 799,99 (aumento de US$ 150)
- Xbox Series X 1TB (digital): US$ 749,99 (aumento de US$ 150)
- Xbox Series X 2TB Galaxy Black: descontinuado
- Xbox Series S 512GB: US$ 499,99 (aumento de US$ 100)
- Xbox Series S 1TB: US$ 599,99 (aumento de US$ 150)
Com esses valores, o Xbox Series S 1TB empata com o PlayStation 5 digital. Já o Series X, mesmo mais caro, ainda fica abaixo do PS5 Pro. A descontinuação do modelo de 2TB, aliás, parece ter sido pensada justamente para evitar que o console menos potente da Microsoft custasse o mesmo que o topo de linha da Sony.
Microsoft tenta amenizar com parcelamento e consoles usados
Sabendo que US$ 500 ou US$ 800 de uma vez só pesam no bolso, a Microsoft está lançando programas para tentar manter o Xbox acessível. Entre eles:
- Buy Now, Pay Later: parcelamento sem juros em curto prazo para compras feitas nas lojas oficiais da Microsoft. O programa já havia vazado em rumores anteriores.
- Financiamento com 0% APR na Amazon: parcelamento em até 12 meses sem juros para quem comprar pela plataforma.
- Consoles usados certificados: parceria com varejistas para oferecer unidades “jogadas anteriormente” com desconto. A Microsoft também vai vender consoles recondicionados por US$ 100 abaixo do preço de tabela.
Na prática, essas medidas mostram que a empresa está ciente de que o preço está ficando salgado até para o jogador mais dedicado. Mas, como a própria Microsoft admite, a crise de componentes não dá sinais de trégua.
O ruim é que nenhum desses programas desembarcou por aqui. A Microsoft parece ter se esquecido do Brasil quando o papo é vídeo game. O mesmo não ocorre com a Sony, que inunda o mercado com o PlayStation e consegue manter sua hememonia intacta no cenário brasileiro.
O que esperar para o futuro dos consoles
O aumento de preço não é um fenômeno isolado da Microsoft. A Apple já reclamou publicamente dos custos de memória, e o mercado de PCs também sente o aperto. A diferença é que, ao contrário de celulares e computadores, os consoles são vendidos com margem negativa desde o lançamento, ou seja, a fabricante já perde dinheiro em cada unidade vendida e depende de assinaturas e jogos para recuperar o investimento.
Do ponto de vista do consumidor, a notícia é preocupante. Uma vez que o preço sobe, dificilmente volta ao patamar anterior, mesmo que a crise de componentes acabe amanhã. O novo normal, ao que tudo indica, é pagar mais do que dois salários mínimos por um hardware de jogos de última geração.
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Enquanto isso, quem já tem um Xbox Series X/S pode respirar aliviado, por enquanto. O próximo passo da Microsoft, além de segurar a onda dos preços, é convencer os jogadores de que vale a pena continuar no ecossistema, mesmo com o custo de entrada cada vez mais alto.
Fonte: Wccftech
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