TecStudio
- Publicidade -

Zelda: Ocarina of Time Remake ganha botão de pulo para recepcionar novatos, diz Nintendo

Por Redação TecStudio
3 min
- Publicidade -
Nintendo Switch 2

O remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time para o Nintendo Switch 2 mexe numa peça central do clássico de 1998: o pulo. Em vez do salto automático original, Link agora pula com um botão dedicado. A decisão, segundo a Nintendo, foi pensada para quem entrou na série nos últimos títulos e não estranhasse a aventura.

28

Anos desde o Ocarina original

Fonte: Nintendo

- Publicidade -

A mudança foi revelada pelo diretor de programa Hiroki Taguchi e pelo diretor HokWai Ng em uma edição recente da série Ask the Developer da Nintendo, da qual também participaram o produtor da série Eiji Aonuma e a diretora de arte Aya Shida.

Por que o pulo automático ficou para trás

No Nintendo 64 original e no remake para Nintendo 3DS, Link saltava sozinho quando o jogador empurrava o analógico para a frente em pontos específicos do cenário. Na prática, isso delimitava onde era possível e onde não era pular. Ng explicou que, para quem vem de jogos mais recentes, a lógica soava arbitrária.

“Jogadores acostumados com os títulos mais recentes podem se perguntar: por que o Link conseguiu pular ali, mas aqui não?”, disse Ng, conforme a tradução da entrevista. “Então, para o pulo do Link, aproveitamos os controles dos títulos mais recentes da série e tornamos possível pular em qualquer lugar com um único aperto de botão.”

Taguchi completou que a equipe prestou atenção especial em reconstruir a sensação de resposta do original sem tornar a experiência algo completamente diferente. “Fizemos ajustes para que quem jogou títulos a partir de The Legend of Zelda: Breath of the Wild não ache a experiência estranha ao percorrer a aventura”, afirmou.

O desafio de liberar o pulo num mundo de 1998

Se para o jogador a novidade parece simples, para a equipe de desenvolvimento foi uma dor de cabeça. Aonuma lembrou que o pulo automático do original também funcionava como uma barreira invisível: impedia que o jogador alcançasse áreas do mapa que não deveria ver. Com o pulo livre, toda a geometria do mundo precisou ser revisada para evitar buracos na experiência.

“Então, a princípio, pensamos se era uma boa ideia mesmo”, disse Aonuma, dando risada. “Então, mesmo uma única mudança pode aumentar instantaneamente o número de coisas que precisam ser revistas.”

Para piorar, a diretora de arte Aya Shida notou que a distância do pulo é diferente entre as formas jovem e adulta do Link. Esse pequeno detalhe exigiu que a equipe encontrasse o equilíbrio certo na largura dos vãos que Link precisa atravessar em cada fase da aventura.

Feito do zero, 28 anos depois

Taguchi também revelou que o remake não é uma simples atualização do código do Nintendo 64. Por terem se passado 28 anos desde o lançamento original, a equipe optou por reconstruir tudo do zero. “Implementávamos uma função, comparávamos com o jogo original e repetíamos o processo”, disse. “Tínhamos o cuidado de reconstruir o jogo sem transformá-lo em algo completamente diferente.”

O resultado, segundo Aonuma, é que a possibilidade de pular manualmente torna a exploração de Ocarina of Time “muito mais empolgante”.

📲 Para não perder nenhuma novidade do mundo dos games, entra no Canal do TS no WhatsApp.

The Legend of Zelda: Ocarina of Time Remake chega ao Nintendo Switch 2 ainda nesta semana.

Fonte: GamingBolt

- Publicidade -
Conta da redação do TecStudio. Assina as notícias produzidas com auxílio de um ou mais autores.