TecStudio

Google admite: ladrões estão burlando travas do Android — e a solução chega aos Galaxy agora

Se você acha que seu Galaxy está seguro só porque tem senha, prepare-se para repensar isso. O Google acaba de revelar uma série de melhorias

Felipe Victor
Felipe Victor
3 min
Atualizado:
Android Malware

Se você acha que seu Galaxy está seguro só porque tem senha, prepare-se para repensar isso. O Google acaba de revelar uma série de melhorias urgentes nos recursos antifurto do Android — e o timing não é coincidência. Em 2024, a gigante lançou travas de proteção contra roubo que chegaram aos smartphones Galaxy com a atualização One UI 7.0. Agora, menos de dois ano depois, essas mesmas ferramentas estão sendo reforçadas. A mensagem nas entrelinhas? Os criminosos já encontraram brechas.

Publicidade

A novidade mais reveladora é o aprimoramento do Failed Authentication Lock (Bloqueio por Falha de Autenticação). Antes, o recurso travava a tela após várias tentativas erradas de desbloqueio — mas agora ganhou um toggle dedicado, dando ao usuário controle total sobre quando ativá-lo. Traduzindo: o Google percebeu que a configuração padrão não estava sendo suficiente para barrar ataques de força bruta.

Mas a mudança mais agressiva está no Screen Lock Guessing (Adivinhação de Bloqueio de Tela). O sistema agora aumenta drasticamente o tempo de bloqueio se alguém errar a senha, padrão ou PIN repetidas vezes. A jogada inteligente? Se for seu filho tentando desbloquear (e errando sempre do mesmo jeito), o Android não vai contar essas tentativas idênticas contra você. É uma resposta direta ao método usado por ladrões: testar combinações populares em sequência até acertar.

Leia também: O recurso de Intrusion Logging que pode finalmente proteger seu Android

O recurso Identity Check, introduzido no Android 15, também foi turbinado. Ele já exigia autenticação biométrica (impressão digital ou reconhecimento facial) para ações sensíveis quando o celular saía de um local confiável (sua casa, por exemplo). Agora, qualquer app ou serviço que use o Biometric Prompt do Android pode acionar essa camada extra de segurança. Na prática, significa que aplicativos de banco, carteiras digitais e até redes sociais podem exigir sua digital mesmo que você já tenha desbloqueado o aparelho — se o sistema detectar que você está numa área de risco.

Publicidade

E tem mais: o Remote Lock (Bloqueio Remoto) ganhou uma pergunta de segurança ou desafio opcional. Antes, bastava acessar sua conta Google de qualquer lugar para travar o celular perdido. Agora, você pode adicionar uma camada extra para garantir que só você consiga acionar o bloqueio à distância — evitando que alguém com acesso temporário à sua conta faça isso de forma maliciosa. Esse recurso funciona em qualquer Galaxy rodando Android 10 ou superior, o que inclui praticamente todos os modelos lançados desde 2019.

Android

No Brasil, a coisa fica ainda mais séria. O Google confirmou que novos celulares Android vendidos no país terão o Remote Lock e a Detecção de Furto ativados por padrão. É uma admissão clara de que o mercado brasileiro — um dos que mais sofrem com roubo de smartphones no mundo — precisa de proteção extra desde o primeiro uso. A SamMobile, que revelou os detalhes técnicos, aponta que a medida deve entrar em vigor nas próximas semanas.

A linha do tempo importa aqui. O Google lançou as primeiras travas antifurto em 2024, integrou-as ao One UI 7.0 dos Galaxy, e agora, em 2026, já está corrigindo falhas. Isso sugere que os criminosos não perderam tempo testando vulnerabilidades — e que a corrida entre segurança e invasão nunca para. Para quem tem um Galaxy S23, S24, Z Fold ou Z Flip recente, essas atualizações devem chegar via patch de segurança nas próximas semanas. Já os modelos mais antigos (mas ainda dentro do ciclo de suporte) receberão pelo menos o Remote Lock aprimorado, já que ele roda em Android 10+.

A dica de ouro? Não espere a atualização automática. Vá em Configurações > Segurança > Proteção contra furto e ative manualmente o Failed Authentication Lock e o Identity Check assim que os toggles aparecerem no seu aparelho. E configure a pergunta de segurança do Remote Lock antes de precisar dela — porque quando o celular sumir, você vai querer agir em segundos, não em minutos.

O recado do Google é claro: a tecnologia de segurança precisa evoluir tão rápido quanto as táticas dos ladrões.

Publicidade
Felipe Victor

Escrito por

Felipe Victor

Engenheiro de Computação pela Universidade Federal de Ouro Preto. Desenvolvedor de Software, mas nas horas vagas, escrevo sobre ciência e tecnologia. Apaixonado por inovação e todas as suas atribuições ao conhecimento e ao desenvolvimento humano.