Gemini agora integra Maps com calendário para recomendações e substitui Deep Think pelo modelo Argon
Gemini agora usa buscas e lugares salvos no Maps combinados com o calendário para dar recomendações personalizadas. Modelo Argon substitui Deep Think. Veja como ativar.

O Google Gemini deu um passo à frente na personalização: o assistente agora consegue acessar suas buscas e lugares salvos no Google Maps e cruzar essas informações com a sua agenda do Google Calendar. Na prática, isso significa que você pode perguntar algo como “tenho uma lista de restaurantes que quero experimentar. Qual é o melhor lugar perto da minha última reunião hoje?” e o Gemini vai encontrar os endereços salvos próximos ao local do compromisso.
Resumo
- Gemini integra Maps e calendário para recomendações personalizadas.
- Personal Intelligence é opcional e ativável nas configurações do Gemini.
- Gemini 4 Argon substitui o modo Deep Think para raciocínio profundo.
- Novidades chegam globalmente, incluindo para usuários brasileiros.
A novidade foi anunciada nesta quinta-feira (22) e expande o que o Google chama de Personal Intelligence — a capacidade do Gemini de usar seus e-mails, documentos, fotos e vídeos para dar respostas mais contextuais sem que você precise detalhar tudo. Até então, o recurso já usava dados de Pesquisa, Maps, Shopping, Notícias e Voos/ Hotéis via o aplicativo “Search services”. Agora, ele também vasculha seu histórico de buscas e locais favoritados no Maps, conforme publicado no perfil oficial do Gemini no X.
Maps e calendário se encontram para recomendações mais inteligentes
O grande diferencial dessa atualização é a combinação com o calendário. O Gemini consegue ler onde sua última reunião termina, ver quais restaurantes você salvou como “quero ir” e sugerir o que faz sentido naquele horário e local. Para quem vive com a agenda lotada e tem uma lista de lugares acumulada no Maps, o recurso pode economizar minutos preciosos de decisão.
O que é Personal Intelligence? Capacidade do Gemini de usar dados pessoais do usuário para fornecer respostas contextuais sem necessidade de detalhamento.
Essa camada extra de personalização é opcional: você ativa ou desativa o Personal Intelligence nas configurações do Gemini, em gemini.google.com/personalization-settings. O Google garante que tudo é feito com permissão do usuário, e os dados usados ficam dentro da sua conta.
Se você já usa o Gemini para encontrar informações no Gmail, saiba que o assistente também consegue localizar seu histórico de endereços rapidamente. Então, se combinado com o Maps, fica ainda mais fácil — veja como o Gemini encontra endereços no Gmail.
Deep Think dá lugar ao Gemini 4 Argon para raciocínio profundo
Outra mudança importante chegou aos assinantes do AI Ultra: o Gemini 4 Argon, modelo mais avançado lançado recentemente, vai substituir o modo Deep Think. O aviso aparece dentro do aplicativo: “Mude para Argon quando precisar de raciocínio mais profundo”.
Deep Think era uma opção de nível de pensamento acima de Alto, Médio e Baixo, oferecida no Gemini 3.1 Pro. A última atualização desse modo especializado foi em fevereiro. Com a chegada do Argon, o Google não deixou claro se Deep Think está sendo aposentado porque o modelo 3.1 Pro está sendo descontinuado ou se é apenas o modo que sai de cena. O fato é que, para quem paga pelo AI Ultra, o caminho agora é usar o Argon quando a tarefa exigir raciocínio mais elaborado.
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Com essas duas frentes — a integração mais fina com o Maps e a substituição do Deep Think pelo modelo Argon —, o Google mostra que está turbinando o Gemini tanto na personalização do dia a dia quanto na capacidade de raciocínio. Para o usuário brasileiro, a boa notícia é que as funcionalidades chegam globalmente, então é provável que já estejam disponíveis por aqui. Vale entrar nas configurações e dar uma olhada no que mudou.
Fonte: 9to5Google
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