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Anthropic admite em documento na SEC que IA depende de gás natural

Documento da Anthropic na SEC revela que data centers da empresa são movidos a gás natural e que mudanças climáticas elevam custos com energia e refrigeração.

Por Rockweew
3 min
Claude Sonnet 4
Crédito: Shutterstock

A inteligência artificial que promete mudar o mundo tem um motor nada futurista: gás natural. A Anthropic admitiu em documentos públicos protocolados na SEC nesta segunda-feira (26) que seus data centers dependem do gás natural para funcionar. E mais: reconhece que o aquecimento global, alimentado pela queima do mesmo combustível, vai encarecer a operação.

Resumo

  • Anthropic admite no S-1 que data centers dependem de gás natural
  • Aquecimento global, alimentado por combustíveis fósseis, encarece operação com energia e refrigeração
  • Escassez de turbinas a gás atrasa construção de novos data centers
  • Moradores nos EUA já barraram dezenas de projetos de data center
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O documento é o S-1, o formulário que a empresa entregou para abrir capital na bolsa americana. E ele escancara uma contradição no coração do boom da inteligência artificial.

A dependência que a Anthropic assume

O texto do S-1 é direto. A Anthropic afirma que alguns de seus data centers planejados dependem de eletricidade gerada por turbinas a gás natural instaladas no próprio local. A empresa aluga capacidade de hyperscalers, mas anunciou no ano passado um plano de US$ 50 bilhões (cerca de R$ 275 bilhões) para expandir data centers no Texas e em Nova York.

“A competição por acesso ao suprimento elétrico e a locais de data center com disponibilidade adequada de energia é intensa”, diz o documento, obtido pelo The Verge.

A empresa também prevê que a briga por gás natural e capacidade de gasodutos entre hyperscalers e provedores de nuvem deve crescer. “Essa competição pode elevar o preço do gás natural”, alerta a Anthropic.

O paradoxo do aquecimento global

Agora vem a parte que aperta. A Anthropic reconhece que o aumento das temperaturas globais, consequência direta da queima de combustíveis fósseis, vai aumentar seus custos operacionais. Data centers consomem mais eletricidade e água para refrigeração conforme o planeta esquenta, e a conta sobra para a empresa.

Um estudo recente no Texas aponta que a demanda de energia dos data centers pode apagar décadas de ganhos na qualidade do ar nos próximos cinco anos, elevando os níveis de fuligem, poluentes e dióxido de carbono. Mesmo gerando mais poluição, a Anthropic aponta no S-1 as mudanças climáticas como um risco direto ao seu bolso.

Gargalos, regulação e o futuro dos planos

A infraestrutura também aperta. Há escassez de turbinas a gás, o que está atrasando a construção de data centers. Alguns desenvolvedores estão instalando motores a gás no próprio local para evitar as longas filas de conexão à rede elétrica, o que torna a geração no local menos eficiente e mais poluente.

Moradores nos EUA já conseguiram barrar dezenas de projetos de data center, preocupados com o impacto nas contas de luz. A Anthropic reconhece que a insatisfação pública pode levar reguladores a agir. “Se nossos esforços para garantir energia elétrica forem percebidos como algo que afeta outros consumidores e a rede, os reguladores podem impor condições, tarifas ou outros requisitos”, afirma.

Sem uma oferta segura de gás e gasodutos para transportá-lo, a empresa diz que pode precisar atrasar ou abandonar projetos de data center. O resultado disso tudo pode frear o crescimento da empresa. O S-1 é claro: qualquer falha em garantir energia adequada, qualquer mudança que limite a disponibilidade de eletricidade ou qualquer aumento nos custos de energia pode afetar a estrutura de custos da Anthropic e limitar sua capacidade de escalar a infraestrutura, desenvolver modelos e atender clientes.

Valores em reais convertidos pela cotação de fechamento do Banco Central de 26/10/2026 (US$ 1 = R$ 5,50). Conversão direta, sem impostos nem taxas de importação.

US$ 50 bilhões

Plano de expansão de data centers da Anthropic

Fonte: Anthropic

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Fonte: The Verge

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Rockweew

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Rockweew

Vivi a era Habbo, Orkut e afins... claramente a melhor fase pop da internet. Aqui tento noticiar o diverso mundo mobile, mas não se surpreenda se eu publicar algo sobre música, entretenimento e tecnologia em geral.