Samsung fatura 14% mais com celulares no 3º tri, mas divisão tem prejuízo operacional

Vender menos celulares, mas faturar mais. Foi o que aconteceu com a Samsung no terceiro trimestre de 2026, segundo dados da Counterpoint Research divulgados nesta semana. A receita da gigante sul-coreana com smartphones cresceu 14% na comparação anual, puxada por um aumento agressivo nos preços dos aparelhos.
US$ 114 bilhões
Faturamento global do mercado de smartphones no 3º tri de 2026
Fonte: Counterpoint Research

O mercado global de smartphones como um todo faturou US$ 114 bilhões (cerca de R$ 623 bilhões) no período, alta de 3% ano a ano. O dado chama atenção porque os embarques caíram 19% no mesmo intervalo. Em bom português: as marcas estão vendendo menos unidades, mas ganhando mais dinheiro com aparelhos mais caros.
Preço médio dos Galaxy subiu 21% e chegou a US$ 367
O principal motor do crescimento da Samsung foi o salto no preço médio de venda (ASP, na sigla em inglês). Ele subiu 21% na comparação anual, atingindo US$ 367 (cerca de R$ 2.005). A empresa aumentou os preços em toda a linha Galaxy A, que responde pelo grosso do volume de vendas. No topo da pirâmide, modelos premium como o Galaxy S26 Ultra e o Galaxy Z Fold 8 também contribuíram mais para o faturamento.
Com isso, a Samsung manteve a liderança global em número de aparelhos vendidos: 22% de participação nos embarques mundiais. Em receita, porém, ficou em segundo lugar, com 19% do bolo, atrás da Apple, que lidera com folga: 50% de participação na receita global, a maior fatia já registrada pela maçã num terceiro trimestre.
Xiaomi, OPPO e vivo completam o ranking com 6%, 5% e 4% de participação na receita, respectivamente.
Mais dinheiro entrando, mas divisão de celulares amarga prejuízo
Nem tudo são flores na Coreia do Sul. Apesar do aumento de receita, a divisão Mobile eXperience (MX), que reúne celulares e tablets, registrou prejuízo operacional no trimestre. É uma contradição que expõe o tamanho do desafio da empresa. No consolidado da Samsung, o lucro operacional total foi recorde no 3º tri, mas os chips de IA, e não os celulares, foram os verdadeiros heróis da história.
A própria Samsung identificou os “aumentos agressivos de preços” como estratégia central para recuperar a rentabilidade, segundo o relatório da Counterpoint. O problema é saber até onde o consumidor topa pagar mais por um Galaxy A sem migrar para a concorrência.
Segundo a Counterpoint Research, “o maior desafio das fabricantes daqui para frente não será apenas defender o volume de vendas, mas também proteger as margens enquanto mantêm os aparelhos acessíveis”. Para completar o cenário, os custos de memória devem seguir elevados em 2027, o que tende a empurrar os preços dos celulares ainda mais para cima.
Valores em reais convertidos pela cotação de fechamento do Banco Central de 05/11/2026 (US$ 1 = R$ 5,46). Conversão direta, sem impostos nem taxas de importação.
21%
Aumento do preço médio dos celulares Samsung no 3º tri
Fonte: Counterpoint Research
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Fonte: SammyGuru
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