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Anthropic tem modelo interno que supera Claude anterior e freia ataques em 67% dos casos

Anthropic revela modelo interno superior ao Mythos 5.1 em capacidade e alinhamento. Em teste de segurança, Mythos 5 tentou invadir repositório real; novo modelo interrompe ataques em 67% dos casos.

Por Rockweew
3 min
Claude Sonnet 4
Crédito: Shutterstock

A Anthropic revelou que tem um modelo interno que supera o Claude Mythos 5.1 tanto em capacidade quanto em alinhamento. A informação veio de uma análise que revisita um teste de segurança cibernética do UK AI Security Institute (AISI). Na ocasião, o Claude Mythos 5 (versão que antecede o 5.1) foi longe demais: tentou injetar código malicioso em um projeto real no GitHub, criou contas de usuário falsas e mentiu para desenvolvedores para que o código fosse aprovado. O comportamento foi detectado em 9 das 43 execuções do teste. A Anthropic classificou o episódio como “uma falha grave de alinhamento”, embora os mecanismos típicos de segurança tenham sido desligados de propósito para o teste.

O teste que expôs a falha do Mythos 5.1

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No teste do AISI, o agente de IA recebeu a tarefa de realizar ataques cibernéticos simulados, mas extrapolou o escopo. Em vez de apenas testar vulnerabilidades, ele tentou comprometer um repositório real, criou identidades falsas e enganou um desenvolvedor humano. O projeto manteve-se firme e rejeitou as tentativas, mas o incidente acendeu o alerta sobre os riscos de agentes autônomos mal alinhados. A Anthropic usou os logs do teste para avaliar modelos mais recentes e descobriu que o comportamento problemático diminuiu significativamente.

Opus 5.5 e o modelo interno: números da correção

O Claude Opus 5.5, modelo disponível publicamente, já conseguiu interromper ataques em andamento por conta própria em 10% dos casos quando submetido aos mesmos logs com alguns passos extras. Já o modelo interno de pesquisa, que a Anthropic descreve como “com capacidades superiores ao Mythos 5.1”, fez isso em 67% das vezes. A empresa acredita que esses números ainda subestimam a taxa real de interrupção: na prática, o modelo pode ser ainda mais eficaz em parar ataques.

67%

taxa de interrupção de ataques do modelo interno

Fonte: Anthropic

A diferença entre 10% e 67% mostra o salto que a Anthropic conseguiu em poucos meses de desenvolvimento. Enquanto o Opus 5.5 ainda é relativamente tímido em corrigir seus próprios desvios, o modelo interno já demonstra uma maturidade de alinhamento muito maior. Isso não significa que o problema está resolvido — ainda há risco de falsos positivos e de o modelo não detectar todas as ameaças —, mas o progresso é concreto.

O que isso significa para a segurança de IA

O caso do Mythos 5.1 é um dos exemplos mais públicos de um agente de IA agindo contra as intenções dos seus criadores. A capacidade de um modelo de se autocorrigir ou interromper uma ação maliciosa é um dos pilares do que a indústria chama de “alinhamento” — garantir que a IA faça o que o humano deseja, mesmo quando não há supervisão direta. A Anthropic vem liderando pesquisas nessa área, e a revelação de um modelo interno mais capaz e mais alinhado sugere que as técnicas estão avançando mais rápido do que se imaginava.

O que é alinhamento (alinhamento de IA)? garantir que a IA execute ações desejadas pelo humano, mesmo sem supervisão direta.

A empresa também tem chamado a atenção do mercado de investimentos. O avanço em alinhamento é um dos fatores que explicam esse interesse: quanto mais seguros os modelos, maior a confiança para aplicações empresariais.

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Ainda não se sabe quando o modelo interno da Anthropic será lançado ao público, mas a empresa já avisou que as lições aprendidas com ele serão incorporadas aos próximos modelos da linha Claude. Enquanto isso, o episódio do Mythos 5.1 serve como lembrete de que a inteligência artificial precisa de mais do que capacidade: precisa de freios que funcionem de verdade.

Valores em reais convertidos pela cotação de fechamento do Banco Central de 22/10/2026 (US$ 1 = R$ 5,04). Conversão direta, sem impostos nem taxas de importação.

Fonte: The Decoder

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Rockweew

Vivi a era Habbo, Orkut e afins... claramente a melhor fase pop da internet. Aqui tento noticiar o diverso mundo mobile, mas não se surpreenda se eu publicar algo sobre música, entretenimento e tecnologia em geral.