TecStudio

ChatGPT: A Inteligência Artificial polêmica, importante e necessária

ChatGPT já virou tema de reportagem e de debate político. Esse introdutório já diz tudo: é uma ferramenta polêmica e que veio para fazer

Felipe Victor
Felipe Victor
6 min
Atualizado:
Mineração de dados

ChatGPT já virou tema de reportagem e de debate político. Esse introdutório já diz tudo: é uma ferramenta polêmica e que veio para fazer alguma diferença, seja ela positiva ou negativa. É uma contrastante inteligência artificial que merece uma análise profunda e justa.

Publicidade

Ela é parte de um conjunto de novidades que a computação está trazendo para uma nova geração, quando a aposta caminhava forte para um falho multiverso com artes digitais pouco atrativas para o público e que valem ouro; um ouro hoje quebrado e desinteressante.

NFT’s prometiam mudar a forma de consumo, enquanto o multiverso propôs um modelo de vida virtual onde se poderia construir relações, construções, empregabilidade e entretenimento. Tudo isso, ao que indica, falhou. NFT’s perderam tudo (leia-se como meme). Multiverso nem se fala tanto.

A população em geral ainda sofre com acesso à internet e saneamento básico. Era impensado que essas pessoas iriam passar horas vendendo tickets não fundíveis (os NFT’s) ou indo trabalhar para uma reunião marcada às 10h em uma mesa, cadeira e escritório virtuais, representados por um avatar 3D.

Para chamar atenção, precisava-se de algo mais interessante e aplicável. É por isso que o ChatGPT anda tão utilizado e falado. Ele não comercializa artes que só podem ser vistas por meio de pixels e que custam décadas de salário mínimo.

Tão pouco se permite ser utilizado apenas por computadores com maior poder de processamento. Ele é uma ferramente simples, com um mundo inteiro nas mãos, ao passo de uma frase e um envio – e ele, como um chat, também não precisa de “visto por último”.

Como funciona o ChatGPT?

O GPT (Generative Pre-trained Transformer) é um modelo de linguagem natural de última geração que permite que as máquinas entendam a linguagem humana e produzam respostas coerentes e precisas para uma variedade de perguntas e tarefas. O GPT-4 é a versão mais recente deste modelo e é considerado um dos sistemas de inteligência artificial mais avançados do mundo.

Aqui estão alguns pontos importantes para se levar em consideração ao utilizar o chat GPT:

  1. Treinamento: O GPT-4 é um modelo de linguagem pré-treinado, o que significa que ele já foi exposto a uma grande quantidade de dados linguísticos antes de ser usado para responder a perguntas ou realizar tarefas. No entanto, é importante lembrar que ele ainda pode precisar de ajustes finos para se adequar ao seu caso de uso específico.
  2. Qualidade dos dados: A qualidade dos dados que são utilizados para treinar o modelo tem um grande impacto na precisão das respostas geradas pelo GPT-4. É importante garantir que os dados sejam relevantes, precisos e atualizados para obter os melhores resultados possíveis.
  3. Contexto: O GPT-4 é altamente sensível ao contexto e à intenção do usuário. Por isso, é importante fornecer informações suficientes e detalhadas para que o modelo possa entender a pergunta ou a tarefa. Isso pode incluir informações sobre o histórico da conversa, o perfil do usuário e outras informações relevantes.
  4. Limitações: Apesar de sua capacidade avançada de processamento de linguagem natural, o GPT-4 ainda tem algumas limitações. Ele pode ter dificuldade em entender nuances, sarcasmo e ironia, e pode produzir respostas incorretas ou imprecisas em algumas situações. É importante estar ciente dessas limitações ao utilizar o modelo para garantir resultados precisos e confiáveis.
  5. Ajustes finos: O GPT-4 pode ser ajustado para se adequar a casos de uso específicos, como chatbots e assistentes virtuais. Isso pode envolver a criação de conjuntos de dados personalizados, a seleção de hiperparâmetros adequados e o treinamento do modelo com dados relevantes. A ajuste fino pode melhorar significativamente a precisão e a eficácia do modelo em casos de uso específicos.

Tentando simplificar as coisas; o ChatGPT é uma inteligência artificial que faz um mapeio de informações sobre tudo, utilizando a estrutura da internet, e guarda a referência dessas informações em algum banco de dados. Quando você conversa com o chat, ele te responde sobre o pesquisado.

A resposta é rápida, informativa e inteligente, principalmente pelo fato de que o chat é responsivo ao passo que, se ele errou e você pedir uma correção, ele demonstra ter memória sobre o conversado.

Ah, mas você pode pensar; “Prazer, Google!?”. Não! O ChatGPT se baseia em dados coletados e não em pesquisa. Ou seja, se você questionar o chatGPT hoje sobre quem é o presidente do Brasil, a resposta está incorreta. Se tratando de ChatGPT 3.0, a última coleta de dados foi feita em 2021. O Brasil elegeu um novo presidente da república em 2022.

Publicidade

Entretanto, se pesquisarmos no Google quem é o presidente do Brasil, a resposta já está atualizada desde o 1 de Janeiro de 2023. Estamos tratando de um ponto negativo do ChatGPT? Talvez. Se você pensa em utilizá-lo para pesquisar o que aconteceu no mundo hoje, você pode estar no lugar errado.

A interpretação de que é certo utilizar o chatGPT ou não, vai da aplicabilidade. A ferramenta vem sofrendo uma enxurrada de críticas por fundamentar pesquisas escolares, trabalhos acadêmicos e profissionais.

É melhor saber como e quando utilizar do que proibir

As críticas sobre o uso do ChatGPT pautam um debate sobre sua proibição e limitações. É óbvio que tem muita gente utilizando para que o chat faça trabalhos escolares. O texto sai bem feito, nos padrões exigidos. É uma obra prima para quem quer trapacear.

Entretanto, é também uma excelente ferramenta para quem precisa otimizar tempo e maximizar ganhos. Por exemplo; é inteligente ler as informações retornadas pelo chatGPT, conferi-lás e adquirir conhecimento quando constatado que são 100% verídicas – e melhor do que isso, quando você pode por si próprio corrigir o que precisa. É uma dualidade.

O ChatGPT erra diversas vezes. E você não aprende nada confiando 100% nele. É por isso que em um contexto acadêmico, deve-se prezar pelo bom senso e utilizar o recurso para otimizar tempo, mas não para creditá-lo totalmente.

Inteligência artificial e futuro

Veja como a ciência já consegue descobrir doenças mentais por meio de redes neurais

Clique e leia este artigo.

O alarmismo sobre a tecnologia GPT

Existe um grande sensacionalismo que permeia as tecnologias de GPT que surgiram nesta década e acabam causando medo nas pessoas. Se pegarmos como exemplo o ChatGPT, a IA tem seu conjunto de dados baseados em strings convencionais – ou seja – é uma Inteligência Artificial que foi treinada por meio de textos – e com isso, ao analisar padrões, consegue também calcular, dar dicas e entender contextos.

Não há nada que essa IA faça que não esteja fora de um grande e amplo banco de dados onde ocorre seu treinamento. O fato é que a ferramenta se torna útil para diversas ocasiões que antes só poderiam ser feitas manualmente. Mas isso não a torna um perigo, mas sim um complemento.

É por isso que é muito importante reforçar; a tecnologia GPT não está aí para ser proibida. Ela deve ser utilizada nos mais variados campos. E tomara que ela consiga se desenvolver para sub-áreas, como Engenharia e Medicina, para que ela se torna cada vez mais específica e inteligente, capaz de pensar problemas de forma otimizada e que ajude na construção de soluções.

Publicidade
Felipe Victor

Escrito por

Felipe Victor

Engenheiro de Computação pela Universidade Federal de Ouro Preto. Desenvolvedor de Software, mas nas horas vagas, escrevo sobre ciência e tecnologia. Apaixonado por inovação e todas as suas atribuições ao conhecimento e ao desenvolvimento humano.