Galaxy S26 ajuda Exynos a recuperar terreno no mercado global de chips para smartphones
Chips Exynos da Samsung saltaram de 5% para 8% de participação global no 1º semestre de 2026, impulsionados pelo Galaxy S26, segundo a Counterpoint Research.

O primeiro semestre de 2026 foi pesado para a indústria de smartphones. Os preços de memória dispararam, as marcas cortaram remessas e o consumidor está segurando o celular por mais tempo antes de trocar. Nesse cenário difícil, a Samsung conseguiu uma virada discreta, mas significativa: os chips Exynos voltaram a ganhar espaço no mercado global de processadores para celular.
Segundo dados da Counterpoint Research, a participação de mercado dos chips Exynos saltou de 5% no primeiro semestre de 2025 para 8% no mesmo período de 2026. A Samsung entrou assim para um grupo seleto de três fabricantes de chipsets que conseguiram crescer mesmo com o mercado em queda: ela, a Apple e a Unisoc.
O papel do Galaxy S26 nessa virada
A grande diferença em relação ao ano anterior foi o Galaxy S26. Enquanto a linha Galaxy S25 usou exclusivamente processadores Qualcomm Snapdragon em todos os mercados, a Samsung optou por dividir o Galaxy S26 entre Snapdragon e Exynos dependendo da região. Essa decisão colocou o chip da própria divisão de semicondutores da empresa de volta nos carros-chefes da marca, o que puxou os números de remessa do Exynos para cima de forma considerável — e ajudou a Samsung a liderar as vendas globais de smartphones no segundo trimestre.
Na prática, isso significa que a Samsung passou a depender menos de fornecedores externos para equipar seus principais aparelhos, algo que a companhia vinha tentando retomar há algumas gerações. O Galaxy S26 foi o veículo que tornou isso possível em escala real.
Qualcomm e MediaTek sentiram o baque
Do outro lado da equação, Qualcomm e MediaTek passaram por seis meses bem mais complicados. De acordo com a Counterpoint Research, as duas empresas viram suas remessas caírem mais de 25% na comparação com o primeiro semestre de 2025. A Qualcomm foi afetada diretamente pela decisão da Samsung de não usar o Snapdragon em todos os modelos do Galaxy S26. Já a MediaTek sofreu com a demanda mais fraca no segmento de entrada, onde costuma ter presença forte.
O mercado como um todo encolheu: a Counterpoint estima que os embarques globais de processadores para smartphones caíram 15% no acumulado do primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior. Os culpados apontados pela firma de pesquisa são os custos elevados de memória, o gerenciamento cauteloso de estoque pelas marcas e os ciclos de troca de celular cada vez mais longos.
O que vem pela frente para o Exynos
A perspectiva para o restante do ano não é das mais animadoras para o setor. A Counterpoint projeta queda de 14% nos embarques de chips para smartphones no acumulado de 2026, e avalia que a escassez de memória pode se estender até 2027. Mesmo assim, os números do primeiro semestre mostram que o Exynos está recuperando o fôlego depois de ter ficado de fora da geração anterior dos flagships da Samsung — e o movimento já se estende a outros modelos, como o Galaxy S26 FE, que também chega com Exynos 2500 a bordo.
Para a Samsung, o recado é claro: integrar o chip próprio de volta à linha principal foi uma jogada que rendeu frutos, pelo menos em termos de participação de mercado. Se a estratégia vai se manter no Galaxy S27 é uma questão que o mercado já está de olho.
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Com o Exynos de volta ao mapa e o mercado global ainda pressionado, o segundo semestre de 2026 vai mostrar se o avanço da Samsung foi uma virada de verdade ou apenas um respiro num setor que ainda está tentando encontrar o chão.
Fonte: SammyGuru
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