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Intel confirma Nova geração Nova Lake para preencher lacuna contra AMD

Por Redação TecStudio
3 min
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A Intel finalmente falou abertamente sobre sua aposta para recuperar o terreno perdido no mercado de processadores de alto desempenho. Durante a teleconferência de resultados do terceiro trimestre de 2026, o CEO Lip-Bu Tan afirmou que a linha Nova Lake, prevista para 2027, vai preencher “o buraco no portfólio” da empresa no segmento de high-end desktop, justamente onde a AMD tem se destacado nos últimos anos.

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“Tivemos um buraco no nosso portfólio para desktop de alto desempenho, e o Nova Lake preencheu essa lacuna”, disse Tan. A companhia também adiantou que os primeiros detalhes oficiais devem sair na CES 2027, em janeiro.

Nova Lake: a volta da Intel no segmento high-end

O Nova Lake, que chega como “Core Ultra Series 4”, será o primeiro produto da Intel no nó 18A-P voltado ao mercado consumidor. Mas o compute tile (o bloco principal de processamento) usará o nó N2P da TSMC, o mesmo que a AMD deve usar nos Ryzen “Olympic Ridge” da próxima geração. Na prática, a briga será em igualdade de condições no processo de fabricação, e o diferencial virá da arquitetura.

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design wins esperados do Nova Lake em relação ao Panther Lake

Fonte: Intel

A linha será completa, de laptops a desktops topo de linha. O CEO revelou que o Nova Lake já está “adiantado no cronograma” e que os design wins (vitórias de design, ou seja, fabricantes que adotam o chip) devem ser o dobro dos registrados pelo Panther Lake no lançamento.

“Estamos muito entusiasmados. Acreditamos que este é o melhor conjunto de produtos que tivemos em muito tempo”, disse Tan.

No desktop, o Nova Lake terá duas fases de lançamento em 2027: primeiro os modelos com um único compute tile (de até 28 núcleos), e depois os SKUs com dois tiles (de até 52 núcleos). A novidade também traz um cache BFC, tecnologia própria da Intel para enfrentar os chips Ryzen X3D da AMD, que dominam o segmento de jogos com cache empilhado.

Coral Rapids e a briga nos servidores

Do lado dos servidores, a Intel também traçou planos ambiciosos. Os processadores Xeon Diamond Rapids, previstos para 2027 com até 256 núcleos P-Cores, serão sucedidos pelo Coral Rapids em 2028, fabricado no nó 14A da Intel.

Three Intel processors are displayed against a dark background, each with distinct core designs highlighted in vibrant colors, including blue and gold elements.
Processadores de servidores em destaque: a concorrência que a Intel terá que enfrentar com as linhas Diamond Rapids e Coral Rapids. Imagem: Wccftech

Segundo Tan, o Coral Rapids será competitivo com a linha EPYC da AMD. A geração seguinte (em esquema tick-tock, com uma geração focada em arquitetura e outra em processo) deve, nas palavras do CEO, ficar “à frente da AMD”.

Um movimento importante: a Intel vai trazer de volta o SMT (simultaneous multithreading, conhecido como hyper-threading) com o Coral Rapids. A tecnologia havia sido removida por decisão do ex-CEO Pat Gelsinger nos Xeon de performance, e a volta é uma resposta direta à concorrência.

Ainda assim, a empresa enfrenta pressão imediata: os Diamond Rapids ainda nem foram lançados, enquanto a AMD já está com a linha EPYC Venice em produção. Além da AMD, a Intel vê crescer a concorrência de soluções Arm, como os chips Vera da NVIDIA e os processadores AGI da Arm.

Cenário difícil, mas com otimismo

A Intel não esconde que o momento é complicado. No terceiro trimestre de 2026, o segmento de clientes sofreu com escassez de memória e aumento de preços, e a empresa já avisou que o trimestre seguinte deve ser pior.

Mesmo assim, Tan se diz otimista. “Acreditamos que o PC vai passar por um renascimento”, afirmou. Segundo ele, com a mudança das cargas de trabalho de IA para o lado do cliente (seja em um PC ou em uma ‘caixa agêntica’), o mercado deve se tornar ‘bastante interessante’.

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Fonte: Wccftech

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